Sabrina Pasterski construiu um avião na adolescência e hoje pesquisa questões fundamentais sobre o universo. Foto: Reprodução.

“Nova Einstein”: americana construiu próprio avião na adolescência e tenta desvendar um dos maiores desafios da ciência

Sabrina Pasterski começou a demonstrar interesse pela ciência ainda na infância. Entretanto, foi durante a adolescência que ela transformou a curiosidade por aviões em um projeto que ajudaria a abrir caminho para uma carreira dedicada a alguns dos problemas mais complexos da física.

Sabrina Pasterski construiu um avião na adolescência e hoje pesquisa questões fundamentais sobre o universo. Foto: Reprodução.

Sabrina Pasterski construiu um avião na adolescência e hoje pesquisa questões fundamentais sobre o universo. Foto: Reprodução.

Aos 12 anos, a americana recebeu dos pais um kit para construir um avião monomotor. A partir daí, passou a estudar e trabalhar no projeto. Quatro anos depois, aos 16, ela conseguiu realizar seu primeiro voo solo.

Da construção de um avião à física teórica

Desde criança, Sabrina demonstrava fascínio pelo céu e pela possibilidade de voar. Aos 9 anos, por exemplo, já tinha o sonho de construir e pilotar uma aeronave.

Posteriormente, o projeto iniciado na adolescência acabou se tornando uma importante experiência em sua formação. Enquanto construía o avião, Sabrina também estudava conceitos de física e registrava parte do processo.

Além disso, seu desempenho acadêmico chamou a atenção de pesquisadores. Dessa forma, ela conseguiu avançar rapidamente na carreira e chegou a instituições de destaque no mundo da ciência.

Entre elas estão o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, e a Universidade Harvard. Ao longo da trajetória, ela também teve contato com empresas e instituições ligadas à indústria aeroespacial, incluindo Boeing, NASA e Blue Origin.

Uma pesquisadora diante de um dos maiores desafios da física

Atualmente, Sabrina Pasterski, que tem 33 anos, dedica boa parte de seu trabalho à física teórica. Seu objetivo está relacionado a uma das questões que continuam sem uma resposta definitiva na ciência moderna.

De um lado, existe a teoria da relatividade, desenvolvida por Albert Einstein. Ela explica fenômenos relacionados à gravidade, ao espaço e ao tempo.

Por outro lado, existe a física quântica, que descreve o comportamento da matéria e da energia em escalas extremamente pequenas.

As duas teorias apresentam resultados extremamente precisos dentro de seus respectivos campos. Entretanto, quando os cientistas tentam aplicar os dois modelos simultaneamente a determinadas situações, surgem incompatibilidades.

Por isso, encontrar uma maneira de conciliar a relatividade e a física quântica é considerado um dos grandes desafios da física contemporânea.

É justamente nessa fronteira que Sabrina concentra parte de suas pesquisas.

A pesquisa sobre a holografia celestial

Entre os temas estudados pela cientista está a chamada holografia celestial. A ideia utiliza ferramentas matemáticas para tentar descrever fenômenos relacionados à gravidade e ao espaço-tempo de uma maneira diferente.

De forma simplificada, a proposta busca estabelecer uma relação entre fenômenos que acontecem em um universo com quatro dimensões e uma descrição matemática em duas dimensões.

Embora o conceito seja extremamente complexo, a ideia central é criar novas ferramentas para compreender melhor as leis fundamentais do universo.

Atualmente, Sabrina desenvolve pesquisas nessa área no Instituto Perimeter de Física Teórica, no Canadá. Assim, seu trabalho está inserido em uma das áreas mais avançadas da física moderna.

O interesse de Stephen Hawking

A trajetória de Sabrina também chamou a atenção de importantes nomes da ciência. Um de seus trabalhos chegou a despertar o interesse do físico britânico Stephen Hawking.

Além disso, sua produção acadêmica contribuiu para que seu nome ganhasse reconhecimento entre pesquisadores interessados em questões relacionadas à gravidade, à teoria quântica e à estrutura do universo.

Ainda assim, é importante destacar que o apelido “Nova Einstein” é uma forma de descrever sua trajetória e seu destaque na ciência. Isso não significa que ela tenha solucionado o problema de unir definitivamente a relatividade e a física quântica.

Da adolescência aos grandes problemas do universo

A história de Sabrina Pasterski começou com uma adolescente interessada em construir um avião. No entanto, sua trajetória acabou levando a perguntas muito maiores.

Aos 16 anos, ela já havia conseguido realizar um voo solo em uma aeronave ligada a um projeto que começou na própria adolescência. Atualmente, sua atenção está voltada para problemas que envolvem algumas das leis mais fundamentais da natureza.

Além disso, sua trajetória mostra como a curiosidade científica pode acompanhar uma pessoa por diferentes áreas. Primeiro, veio o interesse pela aviação. Depois, a engenharia e a física passaram a ocupar um espaço cada vez maior em sua formação.

Hoje, aos 33 anos, Sabrina continua investigando questões que desafiam cientistas há décadas. Portanto, embora ainda não exista uma resposta definitiva para o problema que ela pesquisa, seu trabalho representa mais uma tentativa de compreender como as diferentes teorias da física podem se encaixar.

Dessa forma, a jovem que construiu um avião durante a adolescência passou a dedicar sua carreira a uma pergunta muito mais ampla: como explicar, em uma mesma estrutura, as diferentes leis que governam o universo?

Fonte: g1

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