
“Intervenções cruciais: um tratado ilustrado sobre os princípios e prática da cirurgia do século XIX” é um livro do médico historiador Richard Barnett, que já está disponível para compra. O livro é a leitura perfeita para qualquer pessoa que curta história ou mesmo algo macabro. Já leram a nossa matéria com as 7 grandes descobertas da medicina feitas por adolescentes?
Alguns leitores dizem que esse livro não é indicado para quem tem um coração fraco, pois o nível dos detalhes nas ilustrações é altíssimo. Essas tais ilustrações chamam a atenção por serem fortes, é claro, e serem reproduções de imagens encontradas na coleção de antiguidade médica de Henry Wellcome, do século XIX.
Wellcome foi um empresário farmacêutico que viveu na era vitoriana, e ficou fascinado pelo desenvolvimento histórico da medicina em todo o mundo, e sendo assim, ele viajava com frequência e recolhia artefatos para alimentar suas curiosidades. É claro que existem algumas práticas cirúrgicas que se mantiveram mais ou menos a mesma coisa, mas há outras que felizmente evoluíram com a introdução de novas ferramentas e anestésicos.
Robert Liston, um cirurgião escocês que é conhecido por suas amputações rápidas, é mostrado removendo uma perna de um paciente. Para quem não sabe, algumas de suas amputações foram feitas em cerca de dois minutos, e essa imagem em particular caracteriza uma das primeiras operações britânicas executadas com anestesia.
As ferramentas cirúrgicas do século XIX eram essas aí da imagem acima, entre os instrumentos cirúrgicos existiam serras, facas e tesouras, que eram utilizadas para amputação e operações de órgãos, entre outras coisas.
Hoje em dia, os cirurgiões bem sucedidos devem ter uma base científica forte, na anatomia, fisiologia, patologia e farmacologia. Uma exigência que nunca mudou na medicina é a destreza e coragem, apesar de ver partes do corpo de maneiras que a maioria de nós nunca irá ver.
Já imaginaram como eram as cirurgias antigamente? No livro podemos ver uma essa imagem aí de cima, que descreve a cirurgia para corrigir o estrabismo.
Já quando o assunto é câncer, as imagens começam a ficar um pouco mais pesadas. Nesse caso, um cirurgião trabalha em um paciente com câncer de língua. Ele corta a língua, remove a área afetada e sutura o órgão de volta no lugar.
Já nessas imagens fortes, acontece a ressecção da mandíbula inferior. Essas ilustrações são de um livro cirúrgico impresso em 1841. A operação foi concebida para prevenir doenças da boca.
Antigamente, para reduzir a perda de sangue, era feito compressão de artérias no braço de perna com diferentes tipos de tiras.
Um ilustrador de 1848 mostra a artéria axilar, que fornece ramos de vasos sanguíneos para a axila, tórax e membro superior.
A cesariana é realizada quando é considerada mais segura do que um parto vaginal. Bom, hoje as mulheres tem uma grande margem de segurança, mas antigamente, essa prática resultou na morte de muitas mães, bebês, e as vezes até ambos morriam. Felizmente, quando os antissépticos e anestésicos foram introduzidos no século XIX, as taxas de sobrevivência subiram.
Cirurgiões usavam suturas e um gancho de sutura para costurar artérias. Nessa imagem, eles estão comprimindo o abdômen para reduzir a perda de sangue.
Havia diferentes tipos de amputações para os dedos dos pés, todos concluídos com uma faca. Antes dos desenvolvimentos e padrões modernos, os pacientes eram mais propensos à morte por doenças contraídas por ferramentas impuras, perda de sangue ou outros problemas.
E aí, caros leitores, já sabiam como eram as técnicas de medina antigamente? Ficaram chocados? Comentem!





