
A Mayo Clinic revelou um achado intrigante durante estudos realizados: alguns idosos com arterite de células gigantes , doença autoimune que inflama artérias, possuem células T com comportamento semelhantes a células-tronco jovens.
Essas células encontradas em tecidos inflamados, têm capacidade de autorrenovação e regeneração, algo muito raro em pessoas com idade avançada.
A líder da pesquisa, Cornélia Weyand, explicou que esses indivíduos mantém um sistema imunológico surpreendentemente jovem, mesmo aos 60 ou 70 anos.
Contudo, essa suposta vitalidade não é sinônimo de saúde plena:
“O preço que pagam é a autoimunidade”
Afirmou a líder ao destacar que, em vez de apenas reparar tecidos, essas células acabam impulsionando a progressão da doença.
Outro ponto levantado envolve os inibidores de ponto de controle imunológico, que são mecanismos que deveriam regular e equilibrar as respostas imunológicas. Nos pacientes analisados, essas funções mostraram-se comprometidas, permitindo que as células jovens continuassem a atacar o próprio corpo.
Para o coautor Jorg Goronzy:
Há benefícios em ter um sistema imunológico que envelhece junto com o corpo. Precisamos considerar o preço a pagar pela juventude imunológica.
Portanto, publicado na revista Nature, o estudo abre novas possibilidades para entender como o sistema imunológico mantém ou perde sua vitalidade ao longo dos anos.
Ele também aponta um dilema: manter o sistema imune jovem pode ajudar na cicatrização e resistência a infecções, mas pode igualmente aumentar a predisposição a doenças autoimunes graves.
Enfim, aprofundar o conhecimento sobre essas células T especiais pode ajudar a desenvolver terapias capazes de preservar os benefícios da juventude imunológica sem os efeitos colaterais que ameaçam a saúde.
Fonte: Correio Brasiliense






