
Todos que estavam no Brasil no ano passado puderam sentir e sofreram com a passagem do El Niño. Foram vistas mudanças bruscas de temperatura, calor em pleno inverno, ou o contrário, e vários ciclones e secas atingiram o país inteiro. O fato é que, independentemente da região do país, o fenômeno provocou vários acontecimentos. E infelizmente, conforme um novo estudo, no futuro pode acontecer o El Niño extremo e não tem o que fazer.

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Para quem não sabe, o El Niño é um fenômeno climático que pode ter várias consequências, como ondas de calor, secas e até tempestades devastadoras. De acordo com o estudo, o ponto máximo de aquecimento para desencadear El Niños extremos é de +3,7 °C. Isso quer dizer que se esse limite for ultrapassado, mais de 90% dos fenômenos irão ser devastadores. O que não é muito animador, já que as previsões apontam um aumento de +2,9ºC até o final do século.
Conforme os autores do estudo, mesmo que o alerta exista, o estudo feito usa variáveis diferentes da maior parte dos modelos climáticos, por isso eles pedem um pouco de cautela. Mesmo assim, um El Niño extremo é uma possibilidade nada boa para o futuro e por conta disso tem que ser abordado “com mais detalhes por meio de novos experimentos e análises”.

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Como dito, um El Niño extremo traria consequências elevadas à máxima potência. Mas isso não que dizer que o fenômeno regular já não seja capaz de causar um estrago no mundo.
E esse ano, o fenômeno ainda irá provocar consequências. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), tudo sugere que 2024 será ainda mais quente do que 2023. Ainda conforme a organização, isso irá acontecer como consequência das mudanças climáticas que estão acontecendo, somadas ao fenômeno El Niño que aquece as águas do Pacífico e que irá se estender até meados do ano.
Felizmente existe uma boa notícia. Entre abril e junho desse ano o fenômeno deve se dissipar. Contudo, até chegar essa época, os especialistas ressaltam que é possível que novas ondas de calor aconteçam.
Entretanto, antes de ele ir embora, uma coisa mais importante pode fazer com que ele se fortaleça. Conforme o relatório da OMM, o fator principal por trás do aumento das temperaturas é o aquecimento global. Contudo, o El Niño tem um impacto na temperatura da Terra, principalmente no ano seguinte da sua formação, no caso, nesse ano.
Assim, com esses dois fatores se juntando, o aquecimento global e o fenômeno, 2024 será um dos anos mais quentes da história. Ou seja, se no ano passado o El Niño trouxe ondas de calor e elevação das temperaturas, isso pode acontecer de novo nesse ano e ainda com uma intensidade maior, além de também ter um acréscimo na possibilidade de incêndios florestais mais frequentes, tanto no cerrado como na Amazônia.
Segundo a previsão da MetSul Meteorologia, a tendência para o Pacífico Equatorial é que aconteça um enfraquecimento do El Niño já nas próximas semanas. Contudo, esse fenômeno deve permanecer firme e seguir no Pacífico Centro-Leste durante todo o resto do verão.
Com isso, pelo menos até o trimestre de fevereiro, março e abril desse ano, as anomalias positivas de TSM que caracterizam o El Niño no Pacífico Tropical irão continuar acima da média. Depois desse tempo irá começar um enfraquecimento com maior intensidade na porção leste para oeste. Dessa forma, irá começar a transição para a fase neutra do ENOS.
De acordo com as previsões de probabilidade do NOAA, a probabilidade de fase neutra diminui nos trimestres seguintes conforme a probabilidade de La Niña aumenta, em 44%, e fica igual à probabilidade de fase neutra no trimestre de julho, agosto e setembro.
Segundo os especialistas, o La Niña deve começar a ser percebido a partir de outubro, até porque esse fenômeno começa no inverno, mas os efeitos dele começam na primavera.
Fonte: Olhar digital
Imagens: Olhar digital






