Quando o assunto é aquecimento global, muitos já têm a coragem de dizer que é apenas história pra boi dormir. Somos reféns de mudanças climáticas que acontecem o tempo todo, e mesmo assim, muitos se negam a acreditar. Seja em escala global ou regional, o fato é que essas mudanças realmente acontecem e, a longo prazo, podem representar graves consequências para a humanidade. E acarretar várias mudanças no planeta.

Ainda existem muitos políticos e nomes importantes da geopolítica mundial que afirmam com veemência que o aquecimento global não existe. O argumento é que a ameaça não passa de uma mentira inventada. E que o aumento da temperatura média da Terra por ano, seria algo natural. Mas o fato é que não. O aquecimento global realmente existe e é fácil de encontrar vários estudos sobre isso na internet.

Um dos lugares mais afetados pelo aquecimento global são os oceanos. Os cientistas comprovaram recentemente que a causa da morte de praticamente toda a vida marinha durante a maior extinção em massa da história da Terra, o Permiano-Triássico, foi por causa de um super aquecimento terrestre. Isso mostra o quanto esse assunto que estamos lidando é sério e urgente.

Oceanos

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Os oceanos tomam a maior parte do planeta Terra. E chegam a ser maiores até mesmo do que todo o espaço terrestre. Com isso, logo sabemos que a vida no fundo dos oceanos é vasta. Existem milhões de espécies vivas hoje e, é claro, uma grande história por trás daquelas que já deixaram de existir.

Os oceanos do mundo todo absorvem cerca de 30% de todo o dióxido de carbono, que é liberado na atmosfera. O que quer dizer que, conforme os níveis de CO2 aumentarem na atmosfera, também aumentarão os níveis de água do mar. E isso, consequentemente levará a um aumento na acidez da água.

Um novo estudo descobriu que, com o tempo, esse efeito se tornou tão marcado que a água do oceano Pacífico foi ficando cada vez mais ácida. E ficou tão ácida que dissolve as conchas dos caranguejos Dungeness recém-nascidos.

Estudo

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O estudo foi financiado pela Associação nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e acabou sendo publicado na revista Science of the Total Environment. Ele foi feito por uma equipe internacional de pesquisadores e usou um microscópio eletrônico de varredura, para conseguir analisar as amostras dos caranguejos. Eles foram coletados durante uma pesquisa, em 2016, feita pela NOAA.

Com essa coleta, eles descobriram larvas de Dungeness com danos às conchas superiores. Alguns dos animais tinham perdido as estruturas sensoriais parecidas aos pelos que eles usavam para andar em seus ambientes. Vários desses caranguejos, que estavam danificados, eram menores.

Descoberta

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Essa descoberta não afeta somente o ecossistema do oceano Pacífico. Ela também pode afetar as economias das cidades do noroeste do Pacífico, que pescam e vendem esses crustáceos.

"Se esses caranguejos larvais precisarem desviar energia para reparar seus exoesqueletos e, como resultado, forem menores, a porcentagem que chega à idade adulta será, na melhor das hipóteses, variável e provavelmente diminuirá a longo prazo", disse a pesquisadora, Nina Bednarsek.

Publicado em: 29/01/20 18h01