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Artista espanhol realiza implante de barbatanas no crânio para sentir o clima

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O artista espanhol Manel de Aguas, que atualmente tem 24 anos, não se considera um ser humano comum. Aqueles que conhecem a história do artista tampouco. O motivo? Sua aparência peculiar. Manel possui uma espécie de implantes tecnológicos em cada lada da cabeça. Os aparatos, de acordo com o próprio artista, o ajudam a experimentar o mundo de uma maneira bem diferente da nossa.

Membro fundador da sociedade Transespécies, Manel ganhou as machetes dos principais meios de comunicações do mundo em 2017, quando construiu o primeiro protótipo de um dispositivo que lhe permitia sentir as vibrações atmosféricas.

Na época, o objeto não era nada mais do que uma placa de circuito. O protótipo, para poder ser utilizado pelo artista, precisava estar preso a uma faixa, a qual sempre ajustava em sua cabeça.

Em 2018, Manel, mantendo a ideia de que pretendia sempre vivenciar o mundo de forma diferente, mesma ideia, trocou o placa de circuito por dois aparatos que se parecem uma espécie de nadadeira.

A nova invenção do artista

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Não se sabe ao certo se foi por afinidade ou pela funcionalidade, mas o artista, para demonstrar uma proximidade maior com a que teve com a placa, começou a publicar fotos com os objetos, um em cada lado do crânio, e, em seguida, anunciou sua vontade intrínseca: realizar um procedimento para implantá-las em sua cabeça.

No início deste ano, Manel fez cada uma de suas palavras vale. O artista conseguiu transformar as nadadeiras, que até então eram protótipos meramente decorativos, em órgãos funcionais capazes de perceber a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica.

“Eu consigo sentir o universo dentro da minha cabeça e, dependendo das condições atmosféricas e de outros fenômenos naturais, como, por exemplo, o clima, eu sinto que estou submerso em um outro mundo”, explicou Manel em uma entrevista à revista VICE. “Quanto aos aparatos, a aparência de ambos foi inspirada nas nadadeiras de peixes voadores. Cada um foi implantado no mesmo posição em que as têmporas se encontram na cabeça dos peixes”.

“Sempre senti uma conexão especial com a chuva, então, quando descobri que havia uma maneira de sentir essa sensação dentro de mim, achei que seria bom criar um órgão que me fizesse perceber ainda mais a chuva. Não somente a chuva, mas todos os outros fenômenos naturais”, acrescentou Manel.

“Além disso, sempre me interessei pelas espécies marinhas, tanto reais como as mitológicas, por isso, a ideia de criar um órgão em forma de barbatana. Essa inspiração veio do meu mais profundo intimo”.

Espécie

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Manel se autodenominou “própioespecie”. Ou seja, o artista criou a sua própria espécie como uma forma de responder o antropocentrismo da sociedade atual, que coloca o ser humano no mais alto escalão de uma falsa hierarquia.

As nadadeiras artificiais de Manel foram implantadas em seu crânio em uma clínica no Japão. De acordo com o artista, nenhum médico espanhol aceitou o desafio. Cada uma das barbatanas pesa 500 gramas, podem ser recarregadas com energia solar e podem ser conectadas a vários dispositivos eletrônicos via wi-fi.

“Estou explorando tudo o que posso por meio desse novo órgão sensorial”, relatou Manel em uma de suas publicações no Instagram.

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