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As histórias sangrentas dos tradutores da Bíblia

POR Arthur Porto    EM Curiosidades      11/07/19 às 16h16

Para quem não conhece, John Wycliffe foi professor da Universidade de Oxford. Foi também teólogo e precursor das reformas religiosas que sacudiram a Europa nos séculos XV e XVI. Em um mundo dominado pelo catolicismo, destacou-se pela firme defesa dos interesses nacionais contra as demandas do papado. E foi por esse motivo que ganhou reputação de patriota e reformista. 

Devido a crescente popularidade, a Igreja começa, então, a censurar Wycliffe. Em 1377, Wycliffe é intimado a apresentar-se diante do Bispo de Londres. Compareceu acompanhado de amigos influentes e de quatro monges, seus advogados. Ali, Wycliffe disse que a Igreja deveria retornar à primitiva pobreza dos tempos apostólicos. Além disso, defendeu também que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais.

Seus escritos, considerados manifestos, sempre incluíram contínuos ataques ao papado e à hierarquia eclesiástica da época. Em vários de seus escritos, como Trialogus, Dialogus, Opus evangelicum e alguns sermões, Wycliffe dizia que a Igreja não necessitava de novas "seitas". Neles, registrou também que eram suficientes os ensinos dos três primeiros séculos de existência da Igreja.

Como se seus escritos não fossem suficientes, Wycliffe começou a trabalhar também como tradutor. Por acreditar que a Bíblia deveria ser um bem comum de todos os cristãos, o teólogo decide traduzir os trechos disponíveis em francês para inglês. O processo de tradução do livro sagrado durou 13 anos. A Bíblia de Wycliffe, como passou a ser conhecida, foi amplamente distribuída por toda a Inglaterra. A Igreja a denunciou como uma tradução não autorizada. O teólogo foi morto em 1384.

Em 1427, o papa Martin ordenou que os ossos de John Wycliffe fossem exumados, queimados e lançados no rio Swift. Morto depois de 40 anos, sua imagem ainda incomodava a Igreja.

O sucessor de Wycliffe

Jan Hus foi um dos grandes sucessores de Wycliffe. Também pensador, Hus sempre foi a favor das ideias de John Wycliffe. Seus seguidores eram conhecidos como Hussitas. Considerado um precursor do movimento protestante, Hus acreditava que a reforma social só poderia ser alcançada por meio da alfabetização. Por isso, Hus reuniu uma equipe de estudiosos para obter uma versão da bíblia em tcheco. A primeira versão ficou pronta em 1416. Hus foi preso por heresia. O julgamento de Hus ocorreu na cidade de Constança. Estiveram presentes quase todos os figurões da Europa. Hus foi queimado na fogueira.

O outro tradutor

Outro tradutor, que também morreu, foi William Tyndale. Este foi um padre protestante, acadêmico inglês e mestre em Artes na Universidade de Oxford. Tyndale traduziu a Bíblia para uma versão inicial do moderno inglês. Seu objetivo era fazer do Novo Testamento um livro para o próprio clero. Apesar de numerosas traduções para inglês, parciais ou completas, terem sido feitas a partir do século VII, a Bíblia de Tyndale foi a primeira a ser amplamente distribuída.

Tyndale defendia as teses da Reforma Protestante, consideradas na época heréticas pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana. As traduções de Tyndale foram banidas pelas autoridades. Tyndale foi queimado na fogueira em 1536, na cidade de Vilvoorde, na atual Bélgica. A acusação foi feita a partir da instigação de agentes de Henrique VIII e da Igreja Anglicana.

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Via   historyextra  
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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