Brasil e China podem ter sido vizinhos há milhões de anos

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      13/04/18 às 09h27

O professor do Instituto de Geociências da USP, Wilson Teixeira, e alguns outros pesquisadores brasileiros e chineses em um artigo publicado na revista Precambrian Research apresentaram evidências de que a região de Jiao-Liao-Ji, na China, e de Itapecerica, Minas Gerais, teriam sido formadas lado a lado há cerca de 1,9 bilhão de anos.

As massas da terra naquela época formavam uma única e gigantesca massa. Um supercontinente. Esse grande pedaço de terra era conhecido como Colúmbia. Diferente da Pangeia, a formação de Colúmbia é um mistério.

As evidências

Os pesquisadores buscam encontrar em rochas antigas o encaixe dessas massas continentais, que teriam originado as rochas como as conhecemos atualmente. Os geólogos sugerem que há dois bilhões de anos os crátons São Francisco-Congo e Norte Chinês estavam próximos a este supercontinente. Entre as evidências estão as semelhanças na formação do cinturão de Jiao-Liao-Li e do sítio geológico em Itapecerica.

"Os terrenos estudados representam antigas cadeias de montanhas que foram arrasadas por processos geológicos e erosão. Por isso, hoje aparecem as rochas mais profundas dessas cadeias de montanhas, os granulitos, que são rochas formadas em grandes profundidades na crosta terrestre", afirma o professor.

Wilson afirma ainda ser muito cedo para afirmar a exata configuração do supercontinente. Os pesquisadores seguem em busca de novas evidências de que estes locais de fato estiveram próximos há bilhões de anos. "O fato de haver essas comparações permite especular sobre modelos paleogeográficos, que são modelos em que nós tentamos comparar blocos continentais que, no passado, teriam sido próximos", explica Teixeira.

Geólogos chineses teriam visitado o terreno em Minas Gerais em busca de evidências que reforçassem a teoria em novembro de 2017. Assim como fez o professor Wilson Teixeira, após participar de um congresso de geologia na China. Em setembro deste ano, uma expedição deve embarcar para a China para uma segunda etapa de análises na região de Jiao-Liao-Li para mais estudos.

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Via   Fapesp     Galileu  
Imagens Live Science
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.

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