
Um estudo inovador foi conduzido pelo especialista em modelagem 3D forense, Cícero Moraes, com simulações tridimensionais.
Ele concluiu que as marcas no Santo Sudário de Turim não são compatíveis com de um corpo humano real (muitos acreditavam ser o de Jesus Cristo), mas sim com uma técnica artística de baixo relevo.

Sudário de Turim
É um dos objetos religiosos mais polêmicos do mundo. Muitos acreditam que ele envolveu o corpo de Jesus Cristo após a crucificação. Porém, desde o século XX, testes com carbono-14 indicam que o tecido é medieval, datado entre 1260 e 1390. Agora, esse estudo traz mais argumento contra sua autenticidade.

‘tecido não tocou o corpo de Jesus’ — Foto: Divulgação
Cícero Moraes criou duas simulações:
Em ambos os casos, ele analisou como as marcas ficariam em um tecido pressionado sobre essas formas.

Cícero Moraes
Segundo Moraes:
Quando pressionamos um pano sobre um corpo real, as marcas ficam distorcidas. Já com o baixo-relevo, a imagem impressa no tecido se parece muito mais com a do Sudário.
Resumindo, a imagem no Santo Sudário se assemelha mais a uma impressão de escultura plana do que ao contato com um corpo tradicional.
A imagem foi feita de forma pensada como uma reprodução artística. Não é resultado natural do contato entre o tecido e um corpo.
A Igreja Católica nunca declarou oficialmente que o Sudário seja autêntico, embora permita sua exposição e reverência como símbolo da Paixão de Cristo. Porém, o novo estudo reforça a hipótese de que se trata de uma criação humana, possivelmente medieval, feita com técnicas artísticas para parecer realista.
Em síntese, o estudo de Cícero apresenta evidências digitais robustas de que as marcas no Santo Sudário não são nem de Jesus nem de nenhum humano.
Enfim, esssa interpretação chama a atenção para que a mortalha seja, de fato, apenas uma falsificação medieval sofisticada.





