“Meu corpo travou e achei que fosse morrer”: o que realmente acontece numa crise de ansiedade

O texto a seguir conta como nos sentimos ao passarmos por uma crise de ansiedade. Mesmo sendo um personagem fictício, os sintomas são reais e atingem mais de 300 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a USP.

Pensamentos ansiosos

4 de agosto de 2024

Eu estava no meio de uma fila, cercada de gente, quando tudo começou: Primeiro, o coração acelerou. Além de nervosismo, era uma batida forte e rápida como se meu peito fosse explodir. Que respiração? Me vi ofegante, mesmo parada, como se estivesse tendo um infarto. 

O suor escorria, as mãos tremiam e o chão parecia longe. Tudo girava. Comecei a pensar: “É agora, vou morrer”. Ninguém ao redor percebeu, eu estava lutando por dentro, calada. Isso foi uma crise de ansiedade!

O neuropsicólogo Nihil Scarpine Malheiros, do Instituto Lumina, explicou que o corpo reage como se estivesse diante de uma ameaça real, mesmo que não exista perigo. É como se o cérebro apertasse o botão de pânico por engano.

Por causa da hiperventilação, comecei a sentir formigamento, tontura e até um leve descolamento da realidade, os médicos chamaram de despersonalização.

É como estar num incêndio que só você vê. O corpo entra em alerta máximo sem razão aparente. – resume o psicólogo André Cano em entrevista ao Metrópoles

Bom, a primeira coisa que aprendi foi: não estou sozinha. A ansiedade é um dos males do século e buscar informações fez toda a diferença.

O que fiz pra tratar esse mal

Passei a treinar respiração diafragmática (inspiro contando até 4, expiro até 6 segundos), isso já ajuda a desacelerar o corpo. Também aprendi técnicas de atenção plena, como focar nos sons ao meu redor ou tocar objetos frios pra me sentir no presente, viva.

Ademais, com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), comecei a identificar os gatilhos e a reprogramar meus pensamentos negativos. E sim, quando em momentos mais críticos, tomei remédios receitados por um psiquiatra.

Ah, e não posso esquecer, os exercícios físicos fizeram parte do meu processo de cura, lembrei da reportagem que li na Fatos Desconhecidos que falava sobre isso.

Querido Diário, hoje quando sinto que uma crise se aproxima, eu não entro mais em pânico. Eu respiro, me acolho e peço ajuda. Não esqueço que essas crises de ansiedade são reais, assustadoras, mas com tratamento consigo me libertar delas.


Se você está passando por isso, procure um psicológo ou psiquiatra de confiança e se desejar saber mais, o site do Portal eduCapes oferece cartilhas educativas e orientações baseadas em ciência.

Lembre-se: Você não está sozinho e você não é sua crise!

 

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