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Cérebro permanece incrivelmente rápido depois dos 60 anos

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O cérebro é, sem dúvidas, um dos órgãos mais importantes, complexos e incríveis do corpo humano. Além da sua importância, o cérebro vai sofrendo mudanças conforme a idade das pessoas. Por conta disso, se alguém estiver nos seus 20 ou 60 anos, é importante ficar atento a alguns cuidados e investir tanto na saúde física como na mental.

Tanto é que muitos estudos são feitos para entender como o cérebro se comporta depois dos 60 anos, porque várias condições neurodegenerativas começam a aparecer. No entanto, um estudo descobriu que o cérebro humano continua rápido nessa idade. Isso quer dizer que o que é visto como desaceleração, na realidade, é o tempo de resposta do corpo que é prejudicado por fatores externos.

Ainda segundo o estudo, o cérebro saudável pode ficar totalmente capaz na maior parte da vida das pessoas. Segundo os pesquisadores, conforme as pessoas envelhecem, os nós neurais e as redes que são formados com o passar da vida podem se tornar mais eficientes em sua capacidade de vincular e relacionar experiências anteriores e atuais a decisões preditivas.

Eles dizem que com a experiência que o envelhecimento traz, as pessoas formam e fortalecem determinadas redes neurológicas e também retêm muitas, como as envolvidas no desempenho de habilidades, tarefas e habilidades fundamentais e conceitos básicos do repertório da vida.

Envelhecimento do cérebro

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Contudo, os próprios pesquisadores ressaltam que isso não quer dizer que o cérebro não possa se recuperar. O que eles concluíram foi que o cérebro saudável retém grande parte de sua capacidade de restabelecer e formar conectividade de nó e rede em grande parte da vida. Para isso acontecer é preciso somente os estímulos necessários para que os mecanismos fiquem ativamente engajados.

Já estudos anteriores mostraram que perder um pouco de memória é normal. Até porque, as células do cérebro envelhecem junto com o corpo e os neurônios fazem menos conexões, armazenando menos das substâncias químicas que são necessárias para se conectar com outras células.

No entanto, o cérebro de algumas pessoas envelhece menos. Tanto é que um estudo de Harvard fez a comparação entre o cérebro de idosos que tinham atividade cerebral parecida com a de pessoas mais jovens.

Nesse caso, os idosos tiveram um desempenho melhor do que os adultos e foram tão bem quanto os jovens no teste de memória de reconhecimento. Segundo os autores, esses resultados defendem a neuroplasticidade individual, que é a capacidade do sistema nervoso modificar sua estrutura e função por conta de padrões de experiência.

De acordo com um estudo publicado na revista Trends in Cognitive Science, o cérebro dos idosos é sujeito a informações excessivas que atrapalham no momento de lembrar de alguma coisa específica. Esse estudo pontuou que os idosos têm mais conhecimento que os jovens, mas uma tendência a formar associações com memórias mais antigas que são irrelevantes na maioria das vezes.

Prevenção

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A renomada psiquiatra nutricional, Uma Naidoo, sabe da importância de se prevenir o declínio cognitivo. Por isso que ela é uma grande defensora do poder que uma dieta equilibrada tem. Além disso, ela recebe uma dose diária de vitaminas essenciais.

E sabendo que o risco de doenças neurológicas aumenta com a idade, os pacientes sempre perguntam a ela qual é a melhor vitamina para o cérebro que está envelhecendo.

Essa reposta pode variar, visto que os microbiomas individuais são tão diferentes de pessoa para pessoa como as impressões digitais. Mesmo assim, Naidoo ressalta que a vitamina B é importante para um cérebro mais jovem e saudável.

Quando a pessoa está com um nível baixo de vitamina B, o humor, memória e capacidades mentais podem sofrer um impacto. Tanto é que, segundo descoberta da Faculdade de Medicina da Wayne State University, a deficiência dessa vitamina vem junto com depressão, demência e um comprometimento cognitivo.

“A deficiência de vitamina B12 é mais comum do que pensamos, especialmente entre os idosos que moram sozinhos e não se alimentam corretamente”, explicou Naidoo.

A vitamina B, na realidade, são oito, e cada uma delas tem uma funcionalidade específica para revigorar o cérebro.

Vitamina B1 – ela também é chamada de tiamina e consegue energizar as células e as manter funcionando de forma suave. Por conta disso, ela é uma aliada leal do cérebro e previne problemas neurológicos futuramente.

Vitamina B2 – também conhecida como riboflavina, ela age junto com as enzimas para fazer reações vitais, fazer com que as células cresçam, produzir energia e quebrar gorduras e medicamentos.

Vitamina B3 – ou niacina, é uma vitamina com multitarefa que, junto com mais de 400 enzimas, gera materiais essenciais e os convertem em energia. Além disso, ela é um antioxidante que diminui a inflamação.

Vitamina B5 – conhecida também como ácido pantotênico, ela é essencial na produção do composto chamado coenzima A. Ela tem o papel de apoiar as enzimas no corpo na construção e quebra dos ácidos graxos para geração de energia. Essa vitamina age como o chef pessoal do cérebro e o mantém alimentado e saudável.

Vitamina B6 – ou piridoxina, age prevenindo doenças e apoiando a função imunológica e saúde do cérebro. Quando os níveis de B6 estão altos, isso quer dizer um menor risco para vários tipos de câncer.

Vitamina B7 – também chamada de biotina, ela funciona como um gerente de comunicação do cérebro e regula os sinais celulares para que haja uma comunicação eficaz no corpo todo.

Vitamina B9 – ou ácido fólico, ajuda na saúde do cérebro e neurológica, na função dos neurotransmissores e faz a desintoxicação celular.

Vitamina B12 – chamada também de cobalamina, ela ajuda na formação de glóbulos vermelhos, DNA, e apoia o sistema nervoso.

Fonte: Canaltech, Mistérios do mundo

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