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Cérebros de aves detectam campos magnéticos com um simples acionar de interruptor

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As aves são verdadeiras donas do céu e chamam atenção por suas cores, tamanhos e voos acrobáticos. Existem mais de 10 mil espécies de pássaros no mundo. A variedade é imensa, e existem pássaros de todos os tamanhos. Indo do enorme avestruz, até o pequeno beija-flor abelha. Cada um tem sua característica própria e consegue fascinar as pessoas por ela.

No caso das aves migratórias, elas têm a capacidade de sentir o campo magnético da Terra e conseguem ligar e desligar essa ajuda de navegação neurológica sempre que preciso. E pesquisadores canadenses e norte-americanos descobriram que os pardais-de-garganta-branca ativam uma região específica do seu cérebro quando estão migrando e a colocam em modo dormente no momento de descanso.

Cérebro das aves

MDig

A região do cérebro é chamada de aglomerado N e tem um papel essencial na navegação das aves. Mesmo com essa descoberta, os pesquisadores ainda não sabem de forma clara como as espécies usam essa região do cérebro e se sua ativação e desativação é feita de maneira automática.

“Esta região do cérebro é fundamental para ativar a bússola geomagnética dos pássaros canoros quando migram à noite”, disse Madeleine Brodbeck, estudante de pós-graduação em psicologia na Universidade de Western Ontario.

No estudo, os pesquisadores fizeram a análise dos pardais-de-garganta-branca em repouso tanto diurno como noturno, e também analisaram a inquietação noturna, que era determinada pelo aumento da atividade das aves.

Com isso, eles descobriram que a ativação do aglomerado N estava relacionado à inquietação migratória e que ela não depende do horário do dia. Essa descoberta expande o conhecimento a respeito de como as aves e outros animais usam o campo magnético do planeta para se orientarem.  “Os campos magnéticos são invisíveis aos humanos, mas muitos animais percebem-nos”, pontuou Brodbeck.

Estudo

Wiki aves

Além de ajudar no entendimento a respeito disso, o estudo também faz um alerta sobre como as cidades podem interferir nesse processo. “Os pássaros não se guiam apenas pela bússola magnética. Eles também usam o sol e as estrelas para se orientarem”, explicou o biólogo Scott MacDougall-Shackleton.

Por conta disso que as luzes noturnas ou os reflexos das janelas podem confundir as aves migratórias e qual rota elas realmente devem fazer. Por isso que com estudos desse tipo é possível entender melhor a percepção que os animais têm durante a migração para que o impacto humano seja diminuído. Mas é claro que ainda existe muita coisa para ser descoberta a respeito do aglomerado N no cérebro das aves.

Migração

Hypeness

Se nós víssemos o mundo pelos olhos de uma ave migratória, seria uma coisa bastante assustadora. Isso porque, como dito, elas conseguem “ver” o campo magnético da Terra. Essa habilidade as ajuda a navegar por grandes distâncias. E pela primeira vez, os cientistas da universidade de Tóquio conseguiram observar diretamente uma reação-chave por trás desse sentido dos pássaros, e de várias outras criaturas, para detectar a direção dos polos da Terra.

Isso é uma evidência de que a física quântica afeta de forma direta em uma reação bioquímica em uma célula, coisa que já era imaginada, mas que nunca tinha sido vista em ação antes.

Os pesquisadores usaram um microscópio feito sob medida que era sensível a tênues flashes de luz e observaram uma cultura de células humanas, com um material especial sensível à luz, responder dinamicamente às mudanças em um campo magnético.

Essa mudança vista pelos pesquisadores em laboratório foram de encontro com o que seria esperado se um efeito quântico peculiar fosse responsável pela reação iluminante.

“Não modificamos ou adicionamos nada a essas células. Achamos que temos evidências extremamente fortes de que observamos um processo puramente mecânico quântico afetando a atividade química no nível celular”, disse o biofísico Jonathan Woodward.

A pergunta que fica é como as células, principalmente as humanas, conseguem responder a campos magnéticos? Para responder essa pergunta, existem várias hipóteses. E vários pesquisadores pensam que a capacidade se deve a uma reação quântica única que envolve os fotorreceptores que são chamados criptocromos.

Esses criptocromos são vistos nas células de várias espécies. E eles fazem parte da regulação dos ritmos circadianos. Nas espécies de aves migratórias, cachorros e outras espécies, os criptocromos estão relacionados ao misterioso sentido de sentir os campos magnéticos.

Fonte: Socientifica

Imagens: MDig, Wiki aves, Hypeness

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