
A China acabou de passar o resto do mundo na corrida espacial, e sua inovação deixou até mesmo a Nasa para trás.
A competição no espaço, um conceito intrinsecamente humano, consiste em uma busca por recursos no universo, resultando no surgimento de novos termos como “mineração espacial”.
A Lua e Marte são locais promissores nessa corrida, e a China fez uma descoberta histórica ao encontrar água na lua. Cientistas chineses identificaram um mineral contendo água em sua estrutura molecular em uma amostra lunar coletada pela sonda Chang’e-5.
Eles afirmam que, embora evidências anteriores sugerissem a presença de água ou gelo de água na lua, a descoberta de moléculas completas de H2O é inédita.
Os pesquisadores concluem que “moléculas de água podem permanecer nas regiões iluminadas pelo sol da Lua na forma de sais hidratados”.

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É possível que você já tenha experimentado uma sensação de déjà vu em relação ao assunto da água na Lua. Não é surpreendente, pois entre manchetes confusas e conceitos mistos, todos nós já ouvimos mais de uma vez sobre a coleta de amostras de água no satélite natural da Terra.
No entanto, essas amostras não eram de água molecular, mas sim de hidroxila. A presença de hidroxila pode indicar a existência de água, pois pode se combinar com íons de hidrogênio para formar água quando é liberada do mineral que a contém.
Por outro lado, a presença de hidroxila em minerais sugere a existência de água no passado, já que a incorporação de hidroxila em minerais geralmente ocorre devido à interação com a água durante sua formação.
No entanto, essa nova descoberta da China não se trata de hidroxila, mas sim de água molecular legítima em amostras físicas. Ou seja, ela ainda lidera a corrida espacial nesse sentido, por ser pioneira na descoberta e captação de recursos.
De acordo com os especialistas, os pesquisadores utilizaram difração de raios X para examinar partículas do solo da Lua.
Dessa forma, conseguiram identificar um mineral lunar chamado ULM-1, cuja composição inclui mais de 40% de água (além de amônia).
Xiaolong Chen, coautor do estudo e cientista da Academia Chinesa de Ciências, afirma que essa é uma nova forma de água encontrada no satélite natural.

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A detecção está alinhada com a descoberta anterior de água na superfície lunar pelo telescópio SOFIA da NASA em 2020, embora não tenha sido possível confirmá-la com amostras físicas naquela época.
Sinais de água na Lua foram detectados por espaçonaves da NASA e da Índia, principalmente na forma de gelo e moléculas de água encontradas nos polos.
Além disso, a China também encontrou água presa em esferas de vidro contendo hidroxila, que poderiam ser transformadas em água pelos ventos solares.
As novas descobertas agora abrem possíveis caminhos para a extração de água da lua.
Além disso, esse próximo passo confirmou o que muitos suspeitavam: a corrida espacial se concentrará na mineração lunar. Tudo aponta para isso.
As amostras foram coletadas a 43,1 graus de latitude, em uma área anteriormente considerada inadequada para a presença de água molecular.
Com a descoberta desse novo mineral, o ULM-1, estabilizado pela amônia, os cientistas acreditam que ele pode se tornar um recurso importante para a colonização da Lua, apoiando os objetivos da China na exploração do espaço (e seus planos de construir uma base de pesquisa lunar).
David A. Kring, pesquisador do Texas Lunar and Planetary Institute, comentou sobre o caso.
Ele diz que a presença de um mineral hidratado no local de pouso da Chang’e-5 é ‘fascinante’ e irá ampliar nosso conhecimento sobre as reações do vapor de rocha na crosta e superfície lunar.
Assim, essa nova fase da corrida espacial, que foca na mineração espacial, parece iniciado a contagem regressiva oficial.
Fonte: IGN
Imagens: Flickr, Get Archive






