Ciência e Tecnologia

China esboça plano de uso de recursos do Sistema Solar até 2100

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Cientistas chineses estabeleceram um plano preliminar para começar uma rede de utilização de recursos espaciais que se estenderá até os limites do Sistema Solar.

O cientista Wang Wei, da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, propôs um esquema composto por quatro fases, abrangendo todo o nosso sistema solar até o ano de 2100.

Essa visão foi apresentada por Wei durante uma conferência da Sociedade Chinesa de Astronáutica, realizada em Pequim.

A proposta inclui a construção de instalações para a exploração de água congelada na Lua, uma vez que esse recurso poderá ser utilizado como combustível.

Além disso, o projeto prevê rotas de abastecimento a partir de regiões com estabilidade gravitacional, situadas nos Pontos de Lagrange.

Embora o plano atual seja apenas um esboço, os cientistas já reconhecem a necessidade de uma infraestrutura massiva, incluindo estações de mineração, sistemas de transporte e outros elementos.

O plano também enfatiza a importância do acesso ao espaço, a capacidade de retorno à Terra com custos reduzidos e a promoção de inovações tecnológicas.

O objetivo geral do projeto é desenvolver recursos espaciais em grande escala, bem como as capacidades para utilizá-los.

Para alcançar esses objetivos, a iniciativa estabelece metas de exploração, mineração e utilização de recursos em quatro marcos temporais: 2035, 2050, 2075 e 2100. Tudo isso visa a “fomentar o desenvolvimento e a utilização de recursos espaciais na China”, conforme explicado por Wei.

É importante ressaltar que, dado o estágio inicial da proposta, questões como viabilidade orçamentária, tecnológica e considerações legais relacionadas ao uso de recursos espaciais ainda não foram abordadas.

Para que servem os recursos espaciais?

O principal objetivo, atualmente, do uso de recursos espaciais é obter alternativas sustentáveis, ou mais abrangentes, de energia, combustível e desenvolvimento mineral.

A extração pode fornecer matéria-prima para futuras missões, reduzindo a necessidade de enviar suprimentos da Terra. Isso tornaria a exploração espacial mais sustentável e econômica.

Além disso, a água congelada da Lua ou asteroides pode ser dividida em hidrogênio e oxigênio por eletrólise e usada como combustível para foguetes. Isso possibilitaria viagens espaciais mais longas e complexas.

Ainda sobre a água, seria uma maneira de ter um plano reserva para a sobrevivência humana, se possível minerá-la e torná-la potável.

Enquanto isso, os asteroides podem conter uma variedade de metais valiosos com extração útil para uso na Terra ou em futuras indústrias espaciais.

Assim, esses recursos espaciais poderiam fabricar materiais de construção, como concreto lunar, com utilização nas estruturas de corpos celestes, como bases lunares.

A extração de recursos pode incluir a obtenção de materiais para painéis solares e baterias, permitindo a geração de energia em ambientes espaciais.

Mais conhecimento

Via Globo

Além disso, é importante reforçar que os recursos espaciais não servem apenas para comércio ou construções, mas também para ter insights valiosos sobre a formação do Sistema Solar e a história do nosso universo.

Com esses materiais, será mais acessível desenvolver estudos e avaliações sobre a composição dos astros, mesmo que ainda estejam próximos de nós. Essa é uma oportunidade valiosa para interagir com diferentes objetivos e propor missões mais seguras para os astronautas.

No entanto, o objetivo da China ainda está sob análise cuidadosa de outros países, especialmente potências espaciais, como os Estados Unidos. A expectativa era que a NASA propusesse esses planejamentos nos próximos anos, mas a equipe chinesa saiu na frente.

Por conta disso, muitos acreditam em uma nova corrida lunar, em busca de recursos espaciais únicos que transformariam a maneira como construímos e desenvolvemos nossas missões.

Assim, os cientistas estão duplamente animados, para chegar até a base e colocar esse projeto em prática, e também para reduzir a hegemonia centro-ocidental.

 

Fonte: CanalTech

Imagens: CanalTech, Globo

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