Os piores acidentes nucleares da história

POR A redação    EM Curiosidades      18/06/15 às 17h27

Os acidentes nucleares são uma das piores tragédias que pode acontecer com um ser humano. Devido ao medo do governo e da indústria, nem sempre é possível determinar alguns acidentes no início da história da indústria nuclear. Nos dias atuais, acidentes e incidentes que resultem em ferimentos, mortes ou séria contaminação ambiental tendem a ser melhores documentados pela Agência Internacional de Energia Atômica.

Acidentes de radiação são mais comuns que acidentes nucleares, e são frequentemente de escala limitada. Por exemplo, no Centro de Pesquisa Nuclear de Soreq, um trabalhador sofreu uma dose que era similar à mais alta dose sofrida por um trabalhador no local do acidente nuclear de Chernobil no primeiro dia. Porém, devido ao fato de que a fonte gama não era capaz de passar o invólucro de concreto de dois metros de espessura, ela não foi capaz de ferir muitos outros.

A Escala Internacional Nuclear e Radiológica de Evento usa um esquema de classificação de sete níveis para avaliar o significado de eventos nucleares e radiológicos: Níveis 1-3 são "incidentes", e 4-7 são "acidentes". O Ultra Curioso separou a seguir alguns dos piores casos de acidentes nucleares. Conheça:

Chernobil

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O desastre é o pior acidente nuclear da história em termos de custo e de mortes resultantes, além de ser um dos dois únicos classificados como um evento de nível 7 (classificação máxima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (sendo o outro o Acidente nuclear de Fukushima I, no Japão, em 2011).

A batalha para conter a contaminação radioativa e evitar uma catástrofe maior envolveu mais de 500 mil trabalhadores e um custo estimado de 18 bilhões de rublos. Durante o acidente em si, 31 pessoas morreram e longos efeitos a longo prazo, como câncer e deformidades ainda estão sendo contabilizados.

O governo soviético procurou esconder o ocorrido da comunidade mundial, até que a radiação em altos níveis foi detectada em outros países.

Three Mile Island

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O acidente ocorrido em 28 de março de 1979, na usina nuclear de Three Mile Island, estado da Pensilvânia nos Estados Unidos, foi causado por falha do equipamento devido a falhas no sistema secundário nuclear e erro proposital. Houve corte de custos que afetaram economicamente a manutenção e uso de materiais inferiores.

Mas, principalmente apontaram-se erros humanos, com decisões e ações erradas tomadas por pessoas não preparadas O acidente desencadeou-se pelos problemas mecânico e elétrico que ocasionaram a parada de uma bomba de água que alimentava o gerador de vapor, que acionou certas bombas de emergência que tinham sido deixadas fechadas.

O núcleo do reator começou a se aquecer e parou e a pressão aumentou. Uma válvula abriu-se para reduzir a pressão que voltou ao normal. Mas a válvula permaneceu aberta, ao contrário do que o indicador do painel de controle assinalava. Então, a pressão continuou a cair e seguiu-se uma perda de líquido refrigerante ou água radioativa: 1,5 milhão de litros de água foram lançados no rio Susquehanna. Gases radioativos escaparam e atingiram a atmosfera. Outros elementos radioativos atravessaram as paredes.

Goiânia

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Foi um grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido no Brasil. A contaminação teve início em 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapias foi encontrado dentro de uma clínica abandonada, no centro de Goiânia, em Goiás. Foi classificado como nível 5.

O instrumento foi encontrado por catadores de um ferro velho do local, que entenderam tratar-se de sucata. Foi desmontado e repassado para terceiros, gerando um rastro de contaminação, o qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas. O acidente com Césio-137 foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares.

Cochabamba

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Em Cochabamba um aparelho de radiografia com raios gama com defeito foi transportado num ônibus de passageiros como carga. A fonte gama estava fora da blindagem, e irradiou alguns passageiros.

Projeto Manhattan

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Em 1946, o físico canadense Louis Slotin, do Projeto Manhattan, realizou um experimento de risco conhecido como "cutucando o rabo do dragão" que envolvia dois hemisférios de berílio refletor de nêutrons, mantidos juntos em torno de um núcleo de plutônio levando à sua criticalidade.

Os hemisférios foram distanciados por uma chave de fendas, que escorregou e levou a uma reação em cadeia, enchendo a sala com radiação danosa e um flash de luz azul (devido à ionização do ar). Slotin, por reflexo, separou os hemisférios em reação ao flash de luz azul, evitando radiação adicional aos demais trabalhadores presentes na sala. Porém Slotin absorveu uma dose letal de radiação e morreu na semana seguinte.

Chalk River

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Um reator de investigação movido a urânio, água pesada e resfriado a água, sofreu um acidente semelhante ao acidente de Chernobil, só que em menor escala, ocasionado pela falha no desligamento do reator causando a fissão parcial do núcleo, explosão do vapor, destruição da cúpula de proteção do reator e liberando o material radioativo para o meio ambiente.

Uma nuvem radioativa na atmosfera e uma área para servir como destino para água radioativa do reator. A poluição radioativa mobilizou militares canadenses e americanos, entre eles um futuro presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, para ajudar a limpar a área contaminada.

 

A redação
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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