
Falar de como surgiu a vida na Terra pode ser uma questão difícil. Por essa razão, o mistério de como surgiu a vida no nosso planeta rendeu vários estudos científicos para achar uma resposta definitiva. No entanto, até o momento a resposta definitiva ainda não foi encontrada. Apesar disso, nada impediu que estudos fossem feitos para tentar encontrar a origem da vida na Terra.
Nesse ponto, 24 anos atrás pesquisadores descobriram um local no fundo do oceano atlântico que os impressionou por causa das suas colunas de carbono enormes. O local foi chamado de cidade perdida e chama atenção por conseguir manter a vida mesmo sem ter oxigênio presente. Por conta disso, um novo estudo desse lugar pode responder como foi a origem da vida na Terra.
Esse lugar é o único no nosso planeta que tem essas características porque nele o manto ascendente reagiu com a água do mar para soprar hidrogênio, metano e outros gases dissolvidos no oceano.
A cidade perdida é o lar de vários crustáceos e até mesmo caracóis. Além deles, também são vistos por lá animais maiores como caranguejos, mas o número deles é menor.

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De acordo com um estudo publicado na quinta-feira na Science, uma equipe de 30 pessoas foi para o fundo do oceano para coletar a maior quantidade de material em uma profundidade tão grande do oceano. Ou seja, essa cidade perdida nunca tinha sido vista tão de perto.
“Agora temos um tesouro de rochas que nos permitirá estudar sistematicamente os processos que as pessoas acreditam serem relevantes para o surgimento da vida no planeta”, disse Frier Klein, membro da equipe que fez parte da expedição.
A cidade é cercada de fendas vulcânicas e fontes termais que jorram minerais nas colunas. Segundo teorias dos cientistas, “as fontes termais ou suas rochas subjacentes nutriram reações geoquímicas que bilhões de anos atrás geraram vida terrestre”.
Na coleta feita pela equipe, eles obtiveram um cilindro de rocha, que é conhecido como amostra de núcleo, de 1.268 metros. Por conta disso, ela também pode ser tida como a maior amostra do manto do nosso planeta.
“Ficamos surpresos com a facilidade com que as amostras rochosas vieram à tona. Elas tendem a se fraturar facilmente, e isso emperra a broca. Éramos como crianças em uma loja de doces vendo núcleo após núcleo surgindo”, disse Lissenberg.
Dentre todas as curiosidades desse tipo de formação, uma delas é que ela permite a existência de vida ou que ela tenha existido em outros planetas no passado mesmo sem a presença de oxigênio. “Este é um exemplo de um tipo de ecossistema que pode estar ativo em Encélado ou Europa neste exato momento”, disse o microbiologista William Brazelton.
“A recuperação quase contínua oferece uma oportunidade de obter um inventário litológico, mineralógico, estrutural e de alteração robusto e quantitativo do manto superior”, finalizou Klein.
Fonte: Olhar digital
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