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Cientista sugere que a vida poderia existir em um universo 2D, entenda

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      17/07/19 às 19h27

Recentemente, o físico James Scargill, da Universidade da Califórnia, escreveu um artigo, em inglês, em que relatou que, de acordo com as leis da Física, seria possível a existência de vida em um universo bidimensional. O artigo foi revisado por profissionais do Technology Review, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que validaram a ideia.

Por vivermos em um universo moldado em três dimensões espaciais e uma temporal (3+1), é difícil imaginar como seria viver em uma outra configuração. Seja no caso da terceira dimensão não existir, ou na possibilidade de haver uma quarta ou quinta dimensão. Mas isso tem sido pauta de um longo trabalho, executado por cientistas e filósofos que, há alguns anos, tentam descobrir se poderíamos existir em uma situação diferente da que conhecemos.

Há alguns anos, os pesquisadores tentam compreender as propriedades de outros universos para averiguar sua capacidade de abrigar a vida. Assim, eles concluíram que os humanos não poderiam viver em uma configuração diferente senão em um universo, o tipo 3+1. O que foi chamado de argumento antrópico trata-se da ideia de que o universo precisa fornecer algumas condições para que possamos sobreviver.

"Existem dois argumentos principais contra a possibilidade de vida nas dimensões 2+1: a falta de uma força gravitacional local e o limite newtoniano na relatividade geral 3D, e a afirmação de que a restrição a uma topologia planar significa que as possibilidades são "simples demais" para a vida existir", explicou Scargill, no artigo.

A vida em um universo com mais de três dimensões, de acordo com os revisores do Technology Review, também não seria possível. Tudo porque as leis da mecânica de Newton estariam propensas à perturbações, impossibilitando a formação de órbitas estáveis, como o nosso Sistema Solar, por exemplo.

Além do mais, grande parte dos especialistas sugere que seria difícil imaginar o comportamento da gravidade em um universo 2D. O que poderia comprometer de maneira parcial ou total a formação de sistemas que pudessem subsidiar a vida. Porém, Scargill sugere uma visão mais ampla sobre um mundo bidimensional.

No artigo publicado, matematicamente, o pesquisador mostra que as leis, que regem a Física, garantem a existência da gravidade em uma configuração 2+1. Bem como o desenvolvimento dos complexos sistemas que garantem a possibilidade de existir vida.

Redes neurais

Para exemplificar isso, Scargill utilizou redes neurais como base comparativa. Primeiramente, ele demonstrou que um campo gravitacional simples é possível. Ele também mostrou como sistemas complexos podem existir em um universo 2D. Segundo ele, redes neurais biológicas poderiam ser perfeitamente reproduzidas em um sistema 2D.

Tais redes apresentam diversas propriedades especiais. Além de incluírem um padrão de conectividade, o que permite que redes complexas sejam atravessadas em poucas etapas. Algo que foi chamado de "rede de pequeno mundo". As redes cerebrais também operam em um regime de "criticalidade". Isso significa que, entre a transição de alta para baixa atividade, existe um equilíbrio, mesmo que delicado.

"Eu recorri à pesquisas que foram conduzidas sobre as propriedades das redes neurais biológicas e criei uma família de gráficos planares, que parecem exibir muitas das propriedades que foram consideradas importantes para cérebros complexos", explicou Scargill. "[Estes gráficos] são aproximadamente um 'pequeno mundo', eles têm uma construção hierárquica e modular, e mostram evidências [de comportamento crítico] para certos processos estocásticos".

Porém, apesar de sugerir a possibilidade de cérebros bem desenvolvidos em um universo 2D, o cientista destaca que isso é ainda algo inconclusivo. "É provável que as propriedades descritas acima não sejam suficientes por si próprias. Assim, é preciso mais estudos para comparar os gráficos apresentados aqui com redes neurais da vida real", disse ele. Scargill ainda sugeriu que mais pesquisas são necessárias para um maior entendimento de todas essas possibilidades.

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