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Cientistas criam spray nasal que protege contra o coronavírus

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pandemia do coronavírus já dura quase um ano e ainda deixa todas as pessoas bastante assustadas e surpresas. O COVID-19 surgiu em Wuhan, na China. E por causa de sua intensidade e capacidade de matar as pessoas, o mundo todo está passando por uma situação bastante delicada. E assim, continua em estado de alerta. Governos do mundo todo tomaram medidas, para proteger seus cidadãos e evitar um contágio ainda maior. Muitos permanecem com elas.

E com a urgência de tentar conter o mais rápido possível a pandemia, laboratórios do mundo inteiro estão se mobilizando, em busca de uma vacina eficaz contra a COVID-19.

Mesmo que a maior parte dos esforços no combate ao vírus estejam concentrados na corrida para se desenvolver uma vacina, uma equipe da Columbia University, Cornell University e outros conseguiram desenvolver uma novidade. Eles fizeram um spray nasal que ataca o vírus diretamente. E um novo estudo recém lançado comprovou a eficácia do spray na desativação do novo coronavírus antes que ele tivesse a chance de infectar as células.

Infecção

Para que o SARS-CoV-2, vírus causador do COVID-19, consiga agir ele tem que invadir as células para se reproduzir. Esse vírus injeta seu RNA no núcleo da célula e faz com que ela crie cópias dele culminando na morte da célula e espalhando novos vírus para infectar outras células.

Para que ele tenha acesso a uma célula é preciso uma espécie de chave que se encaixe com a fechadura de proteína na superfície da célula. No caso do SARS-CoV-2,  essa proteína é chamada de spike. E é justamente nele que esse spray nasal ataca.

O spike descompacta quando ele se conecta com uma célula. E isso faz com que duas cadeias de aminoácidos que compõe a proteína fiquem expostas. E o spray nasal tem uma lipoproteína, que tem uma cadeia complementar de aminoácidos ligada a uma partícula de colesterol.

Proteção

Com isso, a lipoproteína se conecta com a proteína do spike, se aderindo a uma de suas cadeias, que se não fosse isso se ligariam com um receptor de uma célula. Mas com essa lipoproteína no caminho, o vírus é desativado.

O estudo ainda está em seus primeiros passos. E ainda não foram feitos testes em humanos. Ele se baseia em testes feitos com furões. Vários deles receberam o spray de lipoproteína real e vários receberam o placebo.

Os pesquisadores usaram furões para o estudo porque eles são suscetíveis a várias infecções respiratórias humanas. E eles foram expostos propositalmente ao coronavírus. Os furões que foram medicados não contraíram o COVID-19.  Já os que receberam placebo foram contaminados.

O estudo mostra que esse spray de lipoproteína interrompeu por completo a infecção viral nos animais que foram feitos os experimentos. E a equipe estima que o spray continuará ao redor das células do nariz e dos pulmões por cerca de 24 horas.

Estudo

Estudos adicionais vão ser necessários para que seja confirmado que esse medicamento é seguro antes que qualquer tipo de teste em humanos possa começar.

Esse spray, ao contrário de todas as outras tentativas de bloquear o SARS-CoV-2 que dependem de anticorpos e outras proteínas complexas, não precisa de nenhum tipo de armazenamento especial. Ele pode ser transportado como um pó seco e armazenado em temperatura ambiente.

Tudo isso pode fazer com que ele se torne ideal para desacelerar a disseminação da COVID-19, nos países pobres e que têm pouco acesso aos cuidados médicos.

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