Colar do Louvre e a bisneta de Dom Pedro II
Um roubo cinematográfico no Museu do Louvre levou embora um colar de safiras e diamantes do século XIX. A curiosidade? A última pessoa a exibir a peça em público foi uma descendente direta da monarquia brasileira.
O que aconteceu no Louvre?
No domingo, 19 de outubro de 2025, ladrões invadiram a Galerie d’Apollon, no Museu do Louvre, e roubaram oito joias históricas associadas às antigas coroas francesas. O golpe foi rápido, com acesso por uma janela alta e fuga em motos, cena de assalto milimetricamente cronometrada. Entre as peças levadas está um colar de safiras e diamantes que integra o conjunto de Maria Amélia e Hortênsia, nomes ligados à realeza do século XIX.
Relatos da imprensa internacional detalham que as vitrines foram estilhaçadas e que os criminosos ignoraram gemas icônicas como o diamante Regent. Em poucos minutos, desapareceram com tiaras, brincos e colares de valor histórico e cultural “incalculável”.
E se eu te contar que… tem Brasil nessa história?
Pois é! A joia que mais chamou atenção por aqui foi o colar de safiras que, segundo o historiador Paulo Garcez Marins (Museu do Ipiranga/USP), foi usado pela última vez em público por princesa Isabel d’Orléans, bisneta de Dom Pedro II. Ela é descendente da família imperial brasileira e ligada à Casa de Orléans, que conecta nossa história à nobreza francesa.
Quem foi Maria Amélia
O colar integra um conjunto associado à rainha Maria Amélia da França (e também à rainha Hortênsia, conforme catálogos de joias históricas), com oito safiras e centenas de diamantes. Essa peça viveu nos salões da Europa e mais tarde cruzou gerações até chegar a eventos públicos no século XX, quando foi vista no pescoço da princesa brasileira.
Como foi o roubo?
- Entrada: os ladrões subiram por uma janela alta da galeria com escada/elevação e quebraram vitrines em poucos minutos.
- Alvos específicos: peças ligadas a Maria Amélia, Hortênsia, Marie-Louise e Eugênia foram levadas, tiaras, brincos, colares e um grande broche de
- Fuga rápida: a saída de moto ajudou a cortar caminho pelas ruas próximas. Alguns itens caíram e foram recuperados, caso da coroa de Eugênia.
Valor cultural, não só financeiro
Coleções como a do Louvre são vitrines da memória de um país. Quando uma peça assim desaparece, não se perde apenas ouro, safiras e diamantes, perde-se contexto: como foi feita, por quem circulou, em que ocasião brilhou. É o tipo de perda que não se repara com seguro.
O que já se sabe sobre a investigação
Autoridades francesas montaram uma força-tarefa para rastrear a quadrilha e avaliar possíveis encomendas por colecionadores, dado o foco preciso nos alvos. Ao mesmo tempo, o Louvre foi fechado temporariamente para peritagem e revisão de segurança.
No Brasil, a conexão com a princesa Isabel d’Orléans virou um capítulo à parte da cobertura, destacando como o colar roubado no Louvre ressurge associado à nossa antiga família imperial. exibir parte dos tesouros da coroa.













