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Como dois irmãos gêmeos podem ter nascido com 11 semanas de diferença?

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Quando a cazaquistanesa Lilliya Konovalova, de 29 anos, engravidou de gêmeos, jamais passou por sua cabeça que teria que dar à luz duas vezes. De acordo com informações divulgadas, a filha de Konovalova nasceu em maio, 11 semanas antes do irmão. Como explicam os especialistas, o fato ocorreu porque a paciente tem uma condição chamada útero didelfo.

O útero didelfo é uma anomalia congênita do útero. Essa má-formação acomete em torno de 5,5% das mulheres. O útero didelfo é caracterizado pela duplicação do útero e colo do útero, fazendo com que a mulher tenha uma bifurcação desse órgão.

De acordo com especialistas, a condição ocorre em uma a cada 2 mil mulheres no mundo. Como prova a cazaquistanesa Konovalova, a anomalia não impede a gravidez. Entretanto, casos em que cada bebê se desenvolve em seu próprio útero, são mais raros. Em suma, segundo a revista científica Scientific American, a incidência é de uma em 50 milhões.

Vale ressaltar também que, nesses casos, as gestações são arriscadas e têm maior risco de aborto. Gerar duas crianças de uma vez é extremamente raro, já que a chance é de apenas uma em 25 mil.

Contudo, o caso de Konovalova, é considerado inédito porque Liya, a primeira filha, nasceu com 25 semanas de gestação, pouco depois do que é considerado viável para um bebê sobreviver fora da barriga. Já Maxim só chegou ao mundo 11 semanas depois.

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, a mãe e os gêmeos estão bem e, em breve, vão deixar o hospital com a família completa.

Casos semelhantes

Episódios semelhantes foram documentados anteriormente. Em março deste ano, por exemplo, Arifa Sultana, de 20 anos, passou por uma experiência semelhante. Quase um mês depois de ter dado à luz a um bebê prematuro, Sultana teve que realizar um segundo parto 26 dias depois.

O parto do primeiro bebê de Sultana ocorreu em fevereiro. Em março, Sultana sentiu dores fortes no estômago. Ao retornar ao hospital, Sultana teve duas surpresas. Primeiro, descobriu que estava grávida de gêmeos e, segundo, que teria realizar uma cesária de emergência.

Em entrevista à BBC News, a ginecologista Sheila Poddar, que realizou a cesariana de emergência de Sultana, informou que Sultana não tinha ideia de que estava grávida de outros dois bebês. Por não possuir uma boa condição financeira, Sultana nunca teve a chance de fazer um ultrassom durante a gravidez.

Em 2014, por exemplo, uma britânica com a mesma condição das mamães citadas acima deu à luz trigêmeos, dois dos quais compartilhavam o mesmo útero, enquanto o terceiro foi gerado no outro.

Útero didelfo

Este tipo raro de malformação uterina ocorre em 10 de cada 20 mil mulheres. De acordo com especialistas, muitas mulheres engravidam e convivem com o problema, sem ter conhecimento da existência dele.

Para ter um diagnóstico certo, é preciso fazer um ultrassonografia tridimensional, ou uma ressonância nuclear magnética ou uma laparoscopia, que consiste em um procedimento cirúrgico. Contudo, a suspeita pode surgir depois de procedimentos clínicos simples.

Grande parte dos casos de gravidez em “útero didelfo” chega ao fim de forma segura e tranquila para a mãe e o bebê. Entretanto, em alguns casos, a malformação pode causar problemas de circulação sanguínea e aborto.

Outros problemas como o tamanho do órgão – que pode ser pequeno e insuficiente para a gestação – também pode levar à interrupção da gravidez.

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