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Como era da vida dos escravos brancos no norte da África?

POR Isabela Ferreira    EM História      28/11/17 às 13h08

Desde muito cedo, sempre somos ensinados sobre as barbaridades que envolvem o tráfico de escravos. Foram acontecimentos do passado que realmente são capazes de nos deixar em choque e envergonhados pela história sangrenta de nosso próprio país. A costa africana foi a principal responsável pelo abastecimento de escravos em colônias de várias regiões.

Existem diversas produções que retratam tudo aquilo sofrido por essas pessoas. Claro que em menores proporções, visto que é impossível chegar com exatidão em toda a brutalidade ocorrida. São livros, séries, filmes, enfim... Uma vasta quantidade de arquivos do tipo. Por outro lado, o que poucos de fato conhecem, é a história dos escravos brancos da Berbéria.

Eles eram levados das costas do Mediterrâneo e até mesmo do Atlântico. Milhares de europeus foram tirados do seio de sua família e levados de forma forçada. No entanto, ainda vale salientar que o número de africanos que passaram pela mesma situação, ainda é significativamente superior, chegando na casa dos milhões.

Os escravos brancos

Berbéria foi a região do Mediterrâneo que atualmente compreende terras da Tunísia, Marrocos, Argélia e Líbia. A palavra foi originada a partir do termo "berberes", que eram os piratas e comerciantes de escravos que vinham do norte da África, para morar e trabalhar por ali. Aqueles que ficavam às margens do Mediterrâneo tinham a plena noção de que a qualquer momento, poderiam cair nas mãos dos berberes. Caso isso acontecesse, o mais provável é que seriam realmente vendidos como escravos.

Por incrível que pareça, embora fossem piratas, não atacavam apenas navios. Chegaram a invadir regiões da Itália, França e da Espanha. Até mesmo na Inglaterra e na Irlanda, onde chegaram a sequestrar populações inteiras. As estimativas são de que, por volta do século 16 até o fim do século 18, aproximadamente 1 milhão de europeus tenham sido capturados e vendidos como escravos.

No entanto, é um pensamento muito simplista pensar que o berberes capturavam apenas brancos. Na verdade, não faziam distinção de raça, gênero, religião, ou qualquer outra coisa do tipo. A única coisa que visavam eram o lucro que poderiam obter. Possuíam cativeiros de brancos, negros, muçulmanos, judeus, enfim... Apenas para que você tenha noção do rumo que tudo tomou.

A vida

Esses escravos acabaram levando vidas tão sofridas quanto os africanos, quando foram mandados para as Américas. Durante a viagem, muitos acabaram morrendo de fome ou por contrair doenças. Aqueles que sobreviviam eram divididos em grupos, onde os mais fortes eram mandados para serviços mais pesados e mulheres eram destinadas às atividades domésticas e ao sexo.

Era comum que os senhores nem mesmo alimentassem seus escravos. Acredite, para eles as vezes era mais lucrativo matá-los de trabalhar e comprar outros, do que fornecer condições de sobrevivência. Um verdadeiro horror.

Poucos casos eram tratados como exceção. A vida do escravo poderia passar por pequenas melhorias, apenas nas condições de ele possuir alguma profissão que de alguma forma beneficiasse seu senhor, ou caso ele se convertesse ao islamismo. No entanto, a condição de escravo apenas poderia ser deixada de uma vez por todas caso a família pagasse por um resgate.

Instituições religiosas da época tentavam arrecadar o valor exigido pelos berberes, mas ainda assim, conseguiram salvar apenas 4% de todas as pessoas que haviam sido levadas. Aqueles que felizmente conseguiram voltar, contavam sobre os horrores que eram obrigados a enfrentar.

Foi apenas por volta do século 17 que essa prática sofreu uma grande queda, devido a força que os países europeus começaram a conquistar, porém, ainda existiam escravos brancos até o início do século 19. No ano de 1816, os cativeiros da Argélia sofreram ataques de anglo-holandeses.

A partir daí, acabaram sendo obrigados a assinar um tratado, se comprometendo a não transformar cristãos em escravos. Por outro lado, de forma bastante infeliz, ainda poderiam continuar com suas práticas de barbaridade caso os escravos não fossem da Europa.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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