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Como escolher o som perfeito do despertador, segundo a ciência

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Poucas coisas são melhores do que uma boa noite de sono e esse é um gosto quase universal. No entanto, esse ato vem seguido de uma das piores coisa da vida, que é acordar cedo com o som do despertador. Tanto que, o botão soneca pode ser o terror de muitas pessoas que amam ficar “só mais cinco minutinhos” na cama. Já que mesmo com o som do despertador no máximo, a pessoa pode não conseguir ficar acordada.

Resultado disso? A pessoa chega atrasada ou no trabalho, ou na escola, ou no compromisso que havia marcado, além de ficar com aquela sensação “grogue”. Para que essa sensação não venha, o melhor a se fazer é ter uma boa noite de sono. Assim, escolher um bom som para o despertador também pode ajudar.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, alguns tipos de música e frequências podem aumentar o estado de alerta da pessoa no momento de acordar.

Despertador

Probel

Isso porque, o cérebro não é um interruptor que liga e desliga por completo na hora que a pessoa quiser. Até porque, as regiões que são mais importantes para o estado de alerta, como por exemplo, o córtex pré-frontal, demoram mais para “ligar” do que outras regiões do cérebro. Isso faz com que a pessoa fique mais ou menos acordada e tenha a sensação de “grogue”.

Além disso, ele está sempre em alerta. Ou seja, até mesmo quando as pessoas estão dormindo o cérebro continua trabalhando para mantê-las vivas. O órgão garante que os batimentos cardíacos e a respiração continuem nos trilhos, sem contar que também limpam os resíduos que se acumulam ao longo do dia e classificam e arquivam as memórias.

Fora esse “liga/desliga”, o fluxo de sangue para o cérebro também é um outro ponto que influencia a sensação de ainda não estar completamente acordado. Por isso que o som do despertador tem um papel importante. Alguns sons com melodias energizantes, como por exemplo, a música “ABC” do The Jackson 5, são recomendadas.

Porém, não é somente a melodia que influencia. Segundo mostrou o estudo, existem volumes e frequências que são mais eficazes para cada faixa etária. Por exemplo, o som do despertador para jovens entre 18 e 25 anos tem que ser mais alto para que eles consigam acordar totalmente. Já os mais velhos conseguem acordar com sons mais baixos.

Som

Oficina da net

Nesse ponto, uma pessoa de 18 anos pode precisar que o som do despertador seja até com 20 decibéis a mais do que as pessoas que tem 80 anos. De todas as faixas etárias, os pré-adolescentes, entre 10 e 14 anos, são os que precisam do som mais alto para acordar.

Um outro estudo, também feito pelo Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, mostrou que os sons que têm uma frequência dominante de 500 Hz deixam as pessoas mais alertas do que aqueles com mais de 2000 Hz. E não coincidentemente, essa é a frequência padrão do alarme do iPhone.

O estudo também mostrou que as pessoas que têm um som do alarme mais “cantável”, se sentem mais alertas no momento de acordar. Nesse ponto, a música não precisa necessariamente ter uma letra, basta somente uma melodia que a pessoa possa murmurar baixinho.

Para que o som do despertador seja bom, o volume dele varia de acordo com a idade da pessoa, e precisa ter uma frequência dominante de 500 Hz e uma melodia que a pessoa consiga cantarolar.

Ideal

Neuf

Além desses pontos, Stuart McFarlane, pesquisador que participou dos dois estudos, ressaltou que o despertador tenha entre 100 e 120 batidas por minuto. Então, com tudo isso descoberto, os pesquisadores criaram o que seria o “despertador perfeito”.

De acordo com eles, o som do despertador feito sob medida deixou as pessoas com menos sensação “grogue” quando acordaram quando comparado aos sons de despertadores tradicionais. Ouça o som que propõem os pesquisadores:

Fonte: Superinteressante

Imagens: YouTube, Probel, Oficina da net, Neuf

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