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Como funciona a sinestesia?

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A sinestesia é um fenômeno em que se experimenta um sentido – ou caminho cognitivo – resultante da experiência de outro. Então, você pode ver a letra B (geralmente em maiúsculo ou minúsculo) como vermelho ou ouvir uma palavra que te faça sentir um sabor.

A música, também, pode ser percebida como colorida, onde uma nota é marrom e outra é amarela, podendo mudar de acordo com as oitavas. Ou, talvez, você veja dias da semana como um lugar no espaço, as terças podem estar à sua esquerda, as quintas à sua direita, enquanto as quartas estão no limbo.

Muita gente pode até dizer que essas sensações são “coisa de maluco”, ou simplesmente que não está entendendo nada. Vejamos, a sinestesia é uma condição neurológica do cérebro, quando este interpreta de diferentes maneiras os sinais que são recebidos por nosso sistema sensorial.

Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem.

Quando a sinestesia ocorre, a pessoa consegue perceber vários sentidos de uma vez só. Mas essa condição não é considerada uma doença mental, mas sim uma maneira diferente do cérebro interpretar sinais. Uma a cada 2 mil pessoas possui sinestesia, essas pessoas são capazes de ver sons, sentir cores ou paladar formas, por exemplo.

A sinestesia é um processo involuntário do cérebro, tendo sua causa como desconhecida, ainda. Até então, acredita-se que sua causa seja hereditária, sendo mais comum em mulheres e pessoas canhotas. De acordo com a psicóloga britânica Julia Simner, da Universidade de Edimburgo (Escócia):

A sinestesia é comum em algumas famílias, e está relacionada a pelo menos três cromossomos.

O filósofo inglês, John Locke, escreveu sobre sinestesia, pela primeira vez, em 1960, quando relatou o caso de um cego que percebeu a cor vermelha ao ouvir o som de uma trompa. Na literatura médica, o primeiro caso de sinestesia aconteceu em 1922, com uma criança de 4 anos.

Como a sinestesia influencia na memória, não é à toa que vários artistas, músicos, escritores… se referem à sinestesia como importante componente de seus trabalhos. Kandinsky, artista plástico russo, era fascinado pelos sinestésicos, utilizando a sinestesia em suas pinturas e músicas.

A sinestesia é uma condição que começou a ser estudada a pouco tempo, por isso ainda não se tem muitas informações sobre como diagnosticar uma pessoa com sinestesia. O testa mais utilizado para esse fim, foi criado por Simon Baron-Cohen, um professor de psicopatologia da Universidade de Cambridge.

Chamado Teste da Genuidade (TG), ele mede a estabilidade da relação entre estímulos e respostas a longo prazo. É apresentado ao possível sinestésico uma série de estímulos – palavras, sons, cores, odores -, depois suas respostas sensoriais são registradas.

Também há outro teste que se baseia no visual, em um quadro com letras pretas e brancas estão “escondidas” outras letras que o sinestésico enxerga como coloridas.

Sinestesia também é o nome de uma figura de linguagem. Por exemplo: Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema.

Nesse trecho, Mário de Andrade manifestou uma sequência de sensações – visão, olfato, paladar -, a essa descrição de sensação dá-se o nome sinestesia, figura de linguagem que consiste em agrupar e reunir sensações originárias de diferentes órgãos do sentido.

Então pessoal, o que acharam? Encontraram algum erro? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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