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Conheça o grupo de cientistas que procura vida inteligente no espaço

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A vida fora da Terra é um assunto que levanta várias discussões. Tendo os alienígenas características com pele verde, com cabeças grandes ou não, existem aqueles que acreditam que não estamos sozinhos no espaço e aqueles que acham que vida fora do nosso planeta é totalmente impossível.

Até o momento, não se pode afirmar que alienígenas, de fato, não existem, ao mesmo tempo que sua não existência também não é provada. Contudo, vários cientistas e astrônomos já não têm mais uma discussão baseada em “se” a vida inteligente for encontrada, mas sim em “quando” ela irá ser encontrada.

Todo esse otimismo se dá por conta das descobertas recentes feitas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), como por exemplo, um exoplaneta que pode ter muita água. Além disso, alguns consideram que esse encontro é uma questão de pura matemática.

Isso porque, se for imaginado que no universo existem aproximadamente 120 bilhões de galáxias, a Terra está orbitando em volta do sol, dentro do sistema solar que fica em uma galáxia. Isso mostra que nós somos uma parte bem pequena do universo todo.

Por conta disso, a chance de nós sermos a única forma de vida inteligente é pequena, se for olhar de forma estatística. Mesmo assim, até hoje não foi encontrada nenhuma evidência de vida inteligente. No entanto, as buscas não param de ser feitas.

Busca por vida inteligente

Express

A busca por vida fora da Terra é feita de várias formas. Uma delas é o SETI, ou Instituto de Busca por Inteligência Extraterrestre, nos EUA, e que buscam há décadas sinais de rádio de mundos fora do nosso.

Por mais que vários cientistas achem o SETI uma piada, o instituto não só o continuou como o ampliou. Junto com o Observatório Nacional de Radioastronomia e o chamado Breakthrough Listen, o SETI começou um projeto bastante ambicioso chamado COSMIC (“Commensal Open-Source Multimode Interferometer Cluster”).

Esse projeto já está em operação no Karl G. Jansky Very Large Array (VLA) de radiotelescópios, no Novo México, há alguns meses. E os cientistas estão animados porque agora o alcance deles será maior.

Para se ter uma ideia, nas pesquisas anteriores do SETI, os cientistas conseguiam examinar alguns milhares de estrelas. Agora, o COSMIC irá poder examinar centenas de milhares, potencialmente milhões, em uma frequência entre 0,75 e 50 GHz.

Em um teste do COSMIC, os cientistas puderam “ouvir” sinais da espaçonave Voyager 1, que está aproximadamente 1,59 unidades astronômicas, ou 23,8 bilhões de quilômetros da Terra.

Além disso, o SETI também comemorou a ajuda de novas tecnologias, como por exemplo, o James Webb, que pode identificar locais que têm uma maior probabilidade para vida alienígena existir. Com isso, os cientistas podem procurar por sinais nesses locais.

Existência

SETI

Além de vários cientistas e astrônomos, existem pessoas importantes que acreditam que não estamos sozinhos. Um exemplo disso é Bill Nelson, administrador da NASA, que disse em setembro do ano passado que acredita que vida alienígena exista em algum lugar do universo.

O chefe da NASA disse isso na apresentação de um estudo independente que foi encomendado em 2022 a respeito de “Fenômenos Anômalos Não Identificados” (UAPs).

“Se você me perguntar se acredito que existe vida em um universo que é tão vasto que é difícil para mim compreender quão grande é, minha resposta pessoal é sim”, disse Nelson.

Além disso, Nelson se mostrou entusiasmado com os avanços tecnológicos recentes, como por exemplo, o Telescópio Espacial James Webb, que é capaz de descobrir cada vez mais planetas parecidos com o nosso.

“Com o James Webb a observar os exoplanetas, […] em algum lugar por aí iremos descobrir outro planeta rochoso de tamanho médio em torno de um sol ou estrela de tamanho médio, à distância certa, que tem carbono, que terá uma atmosfera habitável”, ressaltou.

Segundo a definição da NASA, UAPs são “observações de eventos no céu que não podem ser identificados como aeronaves ou fenômenos naturais conhecidos de uma perspectiva científica”.

Hoje em dia, existe um número limitado de observações feitas em alta qualidade de OVNIs. Por isso que, de acordo com a agência, é impossível que se tenha alguma conclusão científica firme a respeito desse assunto.

“Atualmente, a detecção de OVNIs é muitas vezes acidental, capturada por sensores que não foram projetados ou calibrados para esse fim e que carecem de metadados abrangentes. Juntamente com o arquivamento e curadoria de dados incompletos, isso significa que a origem de numerosos OVNIs permanece incerta”, afirmou o estudo.

A conclusão do estudo foi que a NASA tem que usar técnicas de análise de dados mais sofisticadas para que a busca por esses OVNIs seja mais sistemática e robusta. E de acordo com o diretor de pesquisa de OVNIs nomeado pela NASA, ele irá colocar a inteligência artificial nas análises que fizer.

“O novo Diretor de Pesquisa de OVNIs da Nasa desenvolverá e supervisionará a implementação da visão científica da Nasa para a pesquisa de OVNIs, incluindo o uso da experiência da Nasa para trabalhar com outras agências para analisar OVNIs e aplicar inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina para procurar anomalias nos céus”, disse a NASA.

Fonte: Olhar digital, Terra

Imagens: Express, SETI

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