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Das nuvens de metal desse planeta chovem rubis e safiras líquidas

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O primeiro exoplaneta (corpo celeste que não orbita em torno do sol e não faz parte do nosso sistema solar) foi descoberto ainda na década de 1990. Depois dele, milhares de outros similares já foram descobertos além do nosso sistema. Embora a descoberta de um novo possa não parecer tão mais empolgante, em alguns casos ela pode surpreender. Esse é o caso desse planeta com nuvens feitas de metal que chovem rubis e safiras líquidas.

Lendo isso pela primeira vez, esse planeta parece ter sido inventado em um filme de ficção científica. Contudo, de acordo com um novo estudo, essa pode ser a realidade no exoplaneta chamado WASP-121 b, um “Júpiter quente”.

Esse planeta foi descoberto em 2015. Ele é um gigante gasoso a 880 anos-luz da Terra que se encaixa na categoria chamada “Júpiter quente”. Essa categoria é onde estão os corpos celestes que têm semelhanças físicas com Júpiter, mas têm a órbita mais perto da sua estrela. Por conta dessa proximidade orbital é que vem o termo “quente”.

Planeta

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Nesse novo estudo, os pesquisadores usaram dados do Telescópio Espacial Hubble para fazer a primeira medição detalhada da atmosfera no lado noturno mais frio do planeta.

Como resultado, eles viram que a atmosfera noturna parece ter várias características estranhas e bem interessantes. Dentre elas, suas nuvens de metal e chuva feita do que poderia ser pedras preciosas em um estado líquido.

“É emocionante estudar planetas como o WASP-121 b que são muito diferentes daqueles do nosso sistema solar, porque nos permitem ver como as atmosferas se comportam em condições extremas”, disse a co-autora do estudo Joanna Barstow, pesquisadora do Reino Unido.

O planeta tem dois lados, um que fica constantemente para frente de sua estrela e outro lado que fica virado. Nesse sentido, o estudo descobriu que no lado diurno do planeta os metais e minerais evaporam. Até porque, durante o dia a temperatura pode chegar a três mil graus Celsius.

Já em seu lado noturno, os pesquisadores descobriram que a temperatura atmosférica do planeta cai pela metade. Como resultado dessa diferença, ventos fortes sopram do oeste para leste ao redor do planeta. Com isso, eles puxam a água da atmosfera do lado diurno para o lado noturno.

Nuvens

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Conforme as moléculas de água são separadas em átomos de hidrogênio e oxigênio, por conta do calor do dia, à noite, as temperaturas frias os recombinam no formato de vapor de água. Depois disso, essa água é puxada de volta para o lado do dia pelos ventos e separada em um ciclo contínuo.

Contudo, como dizem os pesquisadores, as temperaturas do lado noturno nunca são baixas o suficiente para que nuvens de água se formem nesse ciclo. No entanto, isso não quer dizer que as nuvens não se formem. Nesse planeta, as nuvens são de metal.

Além dessas nuvens de metal, os pesquisadores também acharam evidências de que a chuva nele é, possivelmente, na forma de joias líquidas. Até porque, eles se surpreenderam ao não encontrarem alumínio ou titânio.

Chuva

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Portanto, o vapor condensado na chuva metálica do planeta veria o alumínio condensar junto com o oxigênio. Com isso, se formaria o corundum, um composto metálico que quando contaminado por outros metais na atmosfera do planeta forma o que conhecemos como rubis ou safiras.

“Para entender melhor este planeta, vamos observá-lo com o Telescópio Espacial James Webb já no primeiro ano de sua operação”, disse o autor principal Thomas Mikal-Evans, pesquisador do Instituto Max Planck de Astronomia.

Fonte: Olhar Digital

Imagens: News, Avalanche notícias, Olhar Digital

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