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Desabrigados que dormiam em estação de trem agora trabalham nela

POR Cristyele Oliveira    EM Compartilhando coisa boa      15/02/19 às 13h32

A vida de uma pessoa sem teto não é fácil. Não ter um lar para se abrigar do frio e da chuva, infelizmente, é uma realidade para muitas pessoas em todo o mundo, que devido às circunstâncias não encontram outra opção a não ser viver na rua. E mesmo em um país desenvolvido como a Eslováquia, muitas pessoas ainda sobrevivem em condições precárias. Sem residência fixa, elas são obrigadas a procurar abrigo onde encontrarem, e nessa situação, muitos deles costumam dormir em estações de trem.

Às vezes, o que essas pessoas precisam é de apenas uma segunda chance na vida, mas dada a situação em que se encontram não é uma tarefa fácil, porém não é impossível. Na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia, sete homens desabrigados que dormiam na principal estação ferroviária da capital, tiveram essa chance para mudar suas vidas. A estação de trem ofereceu a eles uniformes e um emprego. Agora os sete homens atualizaram o seu status de desabrigados, para carregadores de bagagem.

De desabrigados para funcionários

E eles não desapontaram quem lhes deu a oportunidade. Todos eles, agora fardados elegantemente, com uniformes azuis e luvas brancas, trabalham ajudando os passageiros com as bagagens e outros contratempos. A função foi criada especialmente para empregá-los, o que gerou surpresas para alguns dos passageiros. No desembarque de uma mulher com uma mala enorme, Laco Kadlecík, um senhor de 50 anos, foi ao encontro da senhora para lhe oferecer ajuda com a bagagem: "Mas por quê?", ela pergunta surpresa. E ele explica.

O serviço gratuito foi uma iniciativa de uma organização não-governamental eslovaca, a Proti Prudu, que significa "contra a corrente" em eslovaco. Eles cobrem os custos dos salários e uniformes dos carregadores de bagagem, para ajudar esses homens a recuperarem sua dignidade e se integrarem ao meio social.

Laco perdeu o seu emprego em uma fábrica logo após sair do hospital, e incapacitado de encontrar outro trabalho na sua cidade natal Zilina, ele se mudou para Bratislava há 15 anos. E também não teve sorte lá, tendo passado grande parte da vida mudando de um abrigo para outro. Mas agora finalmente ele pode pagar o seu aluguel e ter uma vida comum.

"Eles têm uma tarefa potencialmente difícil pela frente. Eles terão que conquistar a confiança das pessoas", diz Sandra Tordova, chefe da Proti Prudu.

Porter Jozef Dorusak, de 32 anos, também é um dos novos funcionários, e diz que muitas das vezes as pessoas recusam a oferta de ajuda. "Senhoras idosas, em particular. Mas eu entendo: estes são seus pertences pessoais. Elas temem que sua bagagem desapareça", mas segundo ele, a maioria responde positivamente à proposta.

Iniciativas de inclusão

A resposta foi tão positiva, que outra ONG teve uma iniciativa parecida. A Vagus também tem auxiliado mais de 5.000 desabrigados a encontrarem empregos. A organização inaugurou um café chamado DobreDdobre e conta com uma equipe de três ex-moradores de rua.

"Algumas das pessoas que vêm aqui tomar café não sabem que é um lugar especial", diz a gerente Alexandra Karova.

Vestido como um hipster, de gravata borboleta e suspensórios, Milan Simicek é grato pela oportunidade. O ex-construtor de 31 anos, estava desempregado há mais de um ano e devido a conflitos familiares, ele acabou indo morar na rua.

"Eu tenho um emprego estável agora. Posso comprar o que quiser: sapatos novos, comida ou até mesmo uma refeição em algum lugar", disse ele.

Uma iniciativa muito bonita, e que se fosse adotada em outros lugares, poderia mudar a realidade de muitas outras pessoas.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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