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Dinossauros já estavam morrendo antes do asteroide chegar?

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Os dinossauros comandaram há Terra por um bom tempo. E se não fosse pelo meteorito de 10 quilômetros de largura que caiu no nosso planeta há cerca de 66 milhões de anos, eles poderiam ter continuado a dominar a Terra. E de acordo com um novo estudo, nós talvez nunca teríamos tido a chance de existir.

Esses novos resultados vem de um longo e prolongado debate a respeito da extinção dos dinossauros não-aviários. Por mais que o asteroide Chicxlub e as consequências do seu impacto sejam, normalmente, considerados os principais fatores para a extinção maciça do cretáceo, algumas evidências recentes sugerem que algumas espécies de dinossauros já estavam em declínio dezenas de milhões de anos antes disso.

Os autores do estudo disseram ter “apoio esmagador para um declínio de longo prazo em todos os dinossauros e dentro de todos os três principais grupos de dinossauros”. Entretanto, entre os paleontólogos o apoio a essa ideia dificilmente é esmagador.

Estudo

Dinossauros, Fatos Desconhecidos

Desde que essa ideia foi apresentada pela primeira vez, várias linhas de pesquisa discordaram das suas conclusões. Não necessariamente dos dados, mas das interpretações feitas.

Isso porque, as lacunas nos fósseis dos dinossauros e as tendências de amostragem significam que os pesquisadores podem estar fazendo a amostragem de certos dinossauros do cretáceo e superestimando a presença de outros.

“Estudos anteriores feitos por outros usaram vários métodos para chegar à conclusão de que os dinossauros teriam morrido de qualquer maneira, já que estavam em declínio no final do período Cretáceo”, explicou o paleontólogo Joe Bonsor, da Universidade de Bath.

“No entanto, mostramos que, se você expandir o conjunto de dados para incluir árvores genealógicas de dinossauros mais recentes e um conjunto mais amplo de tipos de dinossauros, os resultados não apontam todos para esta conclusão. Na verdade, apenas cerca de metade deles o fazem”, continuou.

Nesse novo estudo, ao invés de contar o número de espécies de dinossauros na época, usando os registros fósseis, a equipe usou métodos estatísticos para observar a taxa de especiação dentro das famílias de dinossauros.

Possibilidade

Dinossauros2, Fatos Desconhecidos

Os pesquisadores analisaram milhares de combinações de árvores genealógicas em 12 famílias de dinossauros. E testaram se a diversificação das espécies estava diminuindo, ficando a mesma ou acelerando antes do impacto do asteroide. Essa indicação poderia dizer aos pesquisadores a rapidez com que os dinossauros extintos são substituídos por novos.

De todos os 2.727 modelos de especiação que foram feitos, somente 518 mostraram um declínio terminal antes do impacto do asteroide. A equipe no entanto diz ser cética com relação à teoria da extinção terminal. Ao invés de sugerir que a diversidade dos dinossauros teria ficado alta durante todo o período de criação tardia, mesmo com a riqueza de espécies variando entre os ramos.

“O ponto principal do nosso artigo é que não é tão simples quanto olhar para algumas árvores e tomar uma decisão. Os grandes vieses inevitáveis ​​no registro fóssil e a falta de dados muitas vezes podem mostrar um declínio nas espécies, mas isso pode não ser um reflexo da realidade da época ”, afirmou Bonsor.

“Nossos dados atualmente não mostram que eles estavam em declínio. Na verdade, alguns grupos, como os hadrossauros e ceratopsianos estavam prosperando e não há evidências que sugiram que eles teriam morrido há 66 milhões de anos se o evento de extinção não tivesse acontecido”, continuou.

“Podemos nunca saber os verdadeiros níveis de especiação e extinção dos dinossauros mesozóicos, mas um maior foco no preenchimento de lacunas no registro fóssil será a principal maneira pela qual os paleontólogos continuarão a construir um imagem mais precisa da diversidade de dinossauros do passado”, concluem os autores.

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