
Elon Musk anunciou no X (antigo Twitter) que pretende implantar Neuralink em milhões de pessoas dentro dos próximos 10 anos. O chip cerebral criado pela empresa do bilionário visa ajudar pessoas com dificuldades motoras, além de oturos objetivos futuristas mais ambiciosos.
O bilionário compartilhou a previsão ao revelar o progresso do segundo implante do dispositivo.
“Se tudo correr bem, centenas de pessoas terão o Neuralink em alguns anos, talvez dezenas de milhares em 5 anos, e milhões em 10 anos,” afirmou Musk em sua rede social.
De acordo com a Neuralink, o mais recente paciente humano conseguiu realizar tarefas remotamente apenas com o cérebro, como desenhar objetos tridimensionais em CAD e jogar games complexos como Counter-Strike 2.
Além disso, a Neuralink confirmou que fez ajustes no primeiro implante realizado em humanos, sem necessidade de nova cirurgia, e sem riscos para o paciente.
O objetivo de implantar Neuralink é criar uma conexão entre o cérebro humano e dispositivos eletrônicos. Embora não seja uma solução inédita, o implante pode ajudar a restaurar parte da autonomia para pessoas com deficiências físicas.

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Essa é mais uma previsão extremamente otimista do bilionário sobre seus próprios produtos. Anúncios desse tipo — vagos e chamativos — são comuns no perfil pessoal de Musk no X.
Devido a posts como este, Musk tem suas publicações monitoradas nos Estados Unidos. Desde 2018, qualquer postagem do bilionário relacionada à Tesla é revisada pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).
Portanto, é crucial abordar as declarações de Elon Musk com ceticismo. O sucesso real dependerá dos resultados dos próximos testes.
A Neuralink é uma empresa fundada por Elon Musk em 2016 que se dedica ao desenvolvimento de interfaces cérebro-computador (BCIs, do inglês Brain-Computer Interfaces).
O objetivo principal da Neuralink é criar dispositivos que permitam a comunicação direta entre o cérebro humano e computadores, possibilitando o controle de dispositivos eletrônicos apenas com o pensamento.
A Neuralink está desenvolvendo tecnologias avançadas para monitorar e estimular a atividade cerebral. O principal produto em desenvolvimento é um implante cerebral chamado “Link”, que consiste em um dispositivo eletrônico minúsculo com eletrodos que podem ser implantados no cérebro.
Esse dispositivo é projetado para registrar a atividade neural e potencialmente estimular neurônios, permitindo uma comunicação bidirecional entre o cérebro e dispositivos externos.

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A empresa é pioneira em implantes cerebrais, mas eles ainda estão em fases experimentais e de teste. Ela já realizou alguns testes em animais e, mais recentemente, recebeu autorização para iniciar testes em humanos.
O objetivo inicial desses implantes é tratar condições neurológicas, como paralisia, lesões na medula espinhal, e ajudar pessoas com deficiência a controlar computadores e dispositivos móveis com a mente.
No futuro, Elon Musk e a equipe esperam que essa tecnologia possa evoluir para uma integração mais ampla entre humanos e inteligência artificial. Dessa forma, aumentará potencialmente as capacidades cognitivas humanas e até mesmo ajudará pessoas em suas memórias, funções cognitivas e físicas.
No entanto, esses objetivos ainda estão distantes e dependem de muitos avanços científicos e tecnológicos. Os primeiros testes em humanos tiveram, sim, resultados mais positivos, mas alguns problemas no meio do caminho atrasaram o avanço da pesquisa.
Mesmo assim, o bilionário está positivo em implantar Neuralink em milhões de pessoas, assim que possível. Além dos processos cognitivos, também poderá integrar com inteligência artificial e quem sabe até com o mundo digital.
Estamos cada vez mais inseridos em uma realidade virtual que se comunica com o nosso dia a dia. Dispositivos de controle cerebral poderiam aumentar ainda mais essa integração, e trazer um futuro digno de ficção científica.
Fonte: Tecmundo






