
As esponjas marinhas estão entre os organismos mais antigos da Terra. No entanto, durante décadas os cientistas enfrentaram um grande mistério: quando e como esses animais surgiram no planeta. Agora, um novo estudo trouxe pistas importantes para resolver esse enigma evolutivo.

Foto: Reprodução / Shutterstock – Science Daily
Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, analisaram fósseis microscópicos e estruturas celulares preservadas em rochas muito antigas. A equipe concluiu que as primeiras esponjas marinhas possuíam corpos extremamente macios, sem esqueletos rígidos que pudessem se fossilizar com facilidade.
Esse detalhe explica por que o registro fóssil das esponjas parecia incompleto durante tanto tempo. Como esses organismos eram formados principalmente por tecidos moles, muitos dos primeiros exemplares simplesmente não deixaram fósseis claros nas rochas antigas.
Os cientistas publicaram a pesquisa após analisar rochas com mais de 600 milhões de anos, formadas antes da chamada explosão Cambriana, período em que a vida animal começou a se diversificar rapidamente.
Ao examinar microestruturas preservadas nesses sedimentos, os pesquisadores identificaram padrões compatíveis com a anatomia de esponjas primitivas. Isso sugere que esses animais já existiam muito antes de aparecerem os fósseis mais conhecidos.
Além disso, evidências químicas presentes em rochas antigas também apontam para a presença de compostos produzidos por esponjas ancestrais. Esses sinais moleculares ajudam cientistas a rastrear a presença de organismos mesmo quando fósseis completos não estão disponíveis.
As esponjas pertencem ao grupo Porifera, considerado um dos ramos mais antigos da árvore evolutiva dos animais. Esses organismos multicelulares vivem principalmente nos oceanos e apresentam estruturas corporais simples, sem órgãos ou tecidos complexos.
Apesar dessa simplicidade, as esponjas desempenham um papel essencial nos ecossistemas marinhos. Elas filtram grandes volumes de água, capturam partículas de alimento e ajudam a manter o equilíbrio ambiental dos oceanos.
Além disso, estudar esses organismos ajuda os cientistas a compreender como surgiram os primeiros animais multicelulares.
Durante muito tempo, pesquisadores acreditaram que as esponjas teriam surgido relativamente tarde na história da vida. Entretanto, o novo estudo sugere que esses organismos podem ter aparecido centenas de milhões de anos antes do que se imaginava.
Assim, a descoberta ajuda a preencher lacunas importantes no registro fóssil e contribui para entender melhor a origem da vida animal na Terra.
Além disso, os resultados reforçam a ideia de que os primeiros animais provavelmente eram simples organismos marinhos de corpo mole, semelhantes às esponjas modernas.
Fonte: Revista Planeta




