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Esse projeto fotográfico mostra o verdadeiro significado da ausência

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Um fotógrafo argentino chamado Gustavo Germano criou um ensaio fotográfico especialmente para as pessoas que desapareceram na Argentina e no Brasil, durante a ditadura militar. Ele reconstruiu fotos de 25 famílias, muito tempo depois de terem sido registradas. Com um detalhe: as fotografias novas não tem algumas das pessoas que tinha na antiga. E todos sabemos o que isso significa…

Durante 7 anos de ditadura, mais de 30 mil pessoas desapareceram , de acordo com registros oficiais. Esse ensaio foi o modo que o fotógrafo encontrou para ajudar as famílias a lidarem com as perdas, ao mesmo tempo que critica a Ditadura.

Confira agora algumas das mais fortes imagens desse ensaio, e descubra o significado de “luto” e “ausência”.

1975 – 2006

1975 – 2006

1974 – 2006

1966 – 2006

1973 – 2006

1973 – 2006

1971 – 2006

1973 – 2006

1968 – 2006

1970 – 2006

1969 – 2006

1970 – 2006

1968 – 2006

1974 – 2006

1976 – 2006

1970 – 2012

1970 – 2012

1964 – 2012

1947 – 2012

1967 – 2012

Ditadura no Brasil

A Ditadura militar no Brasil (também chamada de “Quinta República Brasileira”), foi um regime militar instaurado em 1 de abril de 1964. Ele durou até 15 de março de 1985, fazendo com que o Brasil ficasse sob comando de sucessivos de diversos governos militares. O regime tinha um caráter autoritário e nacionalista. Ele se iniciou com um golpe militar, que derrubou o governo do presidente do Brasil na época, democraticamente eleito: João Goulart.

O regime acabou quando José Sarney se tornou presidente, dando início ao período conhecido como “Nova República” (ou “Sexta República”).

Durante o golpe, o governo militar prometeu uma intervenção breve, mas a ditadura militar durou mais de 20 anos. O regime pôs em prática vários Atos Institucionais, em especial o AI-5 de 1968, que vigorou por dez anos. Ele censurava o país, e punia severamente quem o desrespeitasse. Especialmente os que falavam mal ou não apoiavam o governo. Durante essa época, muitas pessoas foram torturadas, mortas, exiladas ou desapareceram.

A própria Constituição de 1946 foi substituída pela Constituição de 1967. Foi criado ainda um código de processo penal militar, que permitia que o Exército brasileiro e a Polícia Militar pudessem prender quaisquer pessoas consideradas suspeitas. Eles também podiam impossibilitar qualquer revisão judicial do caso.

A ditadura militar brasileira inspirou o modelo ditatorial de outros regimes militares por toda a América Latina, por meio do sistema da “Doutrina de Segurança Nacional”. Ela justificava ações militares como forma de proteger o “interesse da segurança nacional” em tempos de crise.

Felizmente, desde a aprovação da Constituição de 1988, o Brasil voltou “ao normal”. Uma normalidade institucional. Nessa constituição, as Forças Armadas voltaram ao seu papel original: a defesa do Estado, a garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem.

Até hoje existe a Comissão Nacional da Verdade, que tenta identificar e punir os militares que participaram desse regime na época. Ela procura sentenciar todos os militares que torturaram, mataram ou ordenaram tais atos a civis e inocentes.

Estima-se que 434 pessoas morreram e desapareceram durante o regime militar, além de um genocídio de mais de 8 MIL indígenas.

E então, leitor(a), o que achou dessa matéria? O que achou das imagens? Te impactaram? Te chocaram? Deixa pra gente nos comments.

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