Esta região do mundo pode ficar tão quente que não vai mais suportar humanos em breve

POR Isabela Ferreira    EM Mundo Afora      16/08/17 às 19h31

Não é novidade para ninguém que a cada dia que se passa, nosso planeta vai acumulando desastres. Poluição, desmatamentos, a altíssima emissão de gás carbônico enfim... Tudo isso colabora para o agravamento do aquecimento global e as mudanças climáticas. O pior de tudo é que existe muita gente que não acredita que o aquecimento seja real, inclusive pessoas influentes, que acabam não fazendo o mínimo esforço para prevenir desastres ainda maiores do que aqueles que já conhecemos.

Mas será que você já parou pra pensar em qual seria o lugar mais quente do mundo? Ou pior ainda, se existe a possibilidade de que algum dia, um lugar fique tão quente que não seja mais capaz de abrigar vida humana ou animal? Pois é, estudos realizados há pouco tempo mostram que essa possibilidade existe e que não está muito longe de nós. A cada dia que se passa as mudanças climáticas são mais notáveis e sentimos isso na pele e na saúde. Por exemplo, quantas pessoas não são atingidas por problemas respiratórios ao ano, que são consequência dessas alterações?

As regiões que correm esse risco estão concentradas ao sul da Ásia, compreendendo países como Índia, Bangladesh e o sul do Paquistão, que serão os mais atingidos e abrigam cerca de 1,5 milhões de pessoas. A previsão é de que essas áreas sofram grandes transformações e se tornem inabitáveis até o ano de 2100. O que realmente preocupa é que estas são as regiões mais pobres de toda a Ásia, onde a maioria de seus trabalhadores estão diretamente relacionados com a agricultura e executam a maior parte de seus serviços ao ar livre, expostos às altas temperaturas e umidade inconstante.

De acordo com o professor de engenharia ambiental Elfatih Eltahir, um dos responsáveis pelo estudo, estas pessoas são as mais vulneráveis a este tipo de mudança climática. O estudo revela que se as emissões de gás carbônico continuarem nesse ritmo acelerado, as ondas de calor mortais poderiam ser sentidas pela população local dentro de poucas décadas, causando impactos devastadores e destruindo as férteis bacias do rio Ganges e Indus, responsáveis pela maior parte dos suprimentos da região. Há dois anos atrás, o sul da Ásia foi atingido pela 5ª maior onda de calor mortal já registrada na história, acabando com mais de 3.500 vidas, e devastando territórios do Paquistão e da índia.

O lado bom da história é que pode existir uma salvação, e ela está justamente no Acordo de Paris, que é um tratado que visa a redução de emissão de gases carbônicos a partir de 2020. Ainda segundo Eltahir "Os cortes de emissões farão grande diferença nas vidas das pessoas mais vulneráveis ??da região. Este não é um conceito abstrato ". O grande problema é que muita gente não leva o acordo a sério e assim como já mencionamos, não acreditam no aquecimento global, mesmo com todas as alterações que estão evidentes.

Todo o estudo foi publicado na revista Science Advances, mostrando que os pesquisadores utilizaram modelos climáticos de última geração que foram capazes de deduzir como estará o clima do sul da Ásia daqui algumas décadas. Os efeitos parecem ser realmente mortais, por mais que a população já esteja acostumada às altas temperaturas, não seria possível suportar diariamente a sensação térmica de 53,9ºC, com a tendência de apenas aumentar a cada dia que se passe. Para o Índice Nacional de Calor do Serviço Meteorológico Nacional, esta seria uma situação extremamente perigosa para a vida humana.

Segundo o especialista em clima e migração, integrante da Universidade Canadense de Wilfred Laurier, Robert McLeman, os habitantes das regiões pobres e rurais não conseguiriam lidar com as altas temperaturas e acabariam migrando para outras cidades em busca de água, comida e resfriamento. Ainda segundo ele, a temperatura extrema causa muito mais migrações do que inundações e outros tipos de fenômenos naturais semelhantes. "Reduzir nossas emissões de carbono agora, realmente fará a diferença no futuro".

E então pessoal, o que acharam? Sabiam que isso poderia ser possível um dia? Compartilhem suas ideias aí com a gente, pelos comentários!

Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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