Estudante leva botijão de gás à formatura e emociona ao contar sua história

O jovem Hélio tem 23 anos e é do interior do Piauí. Para conseguir concluir Engenharia Civil, ele trabalhou vendendo botijões de gás durante boa parte da faculdade. Não foi algo temporário. Virou rotina. Ele acordava cedo, fazia entregas, resolvia pedidos e depois seguia para as aulas, muitas vezes já cansado.

O dinheiro do gás ajudava a pagar mensalidade, transporte e outras despesas básicas. Em alguns períodos, quando apertava mais, ele também recolhia material reciclável para revender. Era o que dava para fazer. Parar não era uma opção.

Por que levar o botijão para a formatura

A ideia surgiu de forma simples. Hélio queria marcar aquele momento sem discurso longo. O botijão representava exatamente o que sustentou o caminho até o diploma. Trabalho diário, esforço repetido e pouca margem para erro.

A família apoiou. A mãe acompanhou tudo de perto e o tio ajudou nas entregas durante anos. Para eles, aquele objeto no palco fazia sentido. Não era símbolo bonito. Era símbolo real.

O que vem depois do diploma

Agora formado, Hélio não pretende largar o negócio de imediato. Ele quer continuar vendendo gás enquanto começa a atuar como engenheiro. O plano é melhorar a estrutura de trabalho e, aos poucos, aproveitar as oportunidades que o curso abriu.

O botijão apareceu antes do diploma. Quando Hélio Neto entrou no local da formatura carregando aquilo, muita gente estranhou. Não era encenação nem brincadeira. Era só a forma mais direta que ele encontrou para contar como chegou até ali.

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