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EUA desenvolve novo sistema interceptador de mísseis hipersônicos

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O novo sistema de interceptação hipersônica de defesa aérea dos Estados Unidos está prestes a fazer parte do arsenal definitivo do país. Nomeado como “Glide Breaker”, o equipamento será utilizado para alcançar e neutralizar outros mísseis e bombas hipersônicas.

Desenvolvido pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (DARPA, na sigla em inglês), o sistema está na fase dois dos testes. Ele está sendo experimentado em túneis de vento, em testes de voo e de controle.

De acordo com a Exame, o equipamento é formado por diversos estágios, da mesma forma que os foguetes espaciais. Esse projétil na maioria das vezes é lançado em grupos acima de três mísseis, ele é impulsionado por motor DACS com um sistema de propulsão que pode ser usado em armas militares, satélites e espaçonaves.

Para fazer a defesa, o equipamento utiliza um sistema de rastreamento de mísseis e jatos para realizar manobras em voo na atmosfera superior até chegar no alvo.

Segundo o site Space, pelo menos na primeira fase, o projeto contou com a participação das empresas Aerojet Rocketdyne e Northrop Grumman, depois de fecharem contratos com a DARPA de US$ 12 milhões e US$ 13 milhões, respectivamente. Inclusive, vale destacar que a Northrop Grumman está desenvolvendo armas e aviões hipersônicos.

De acordo com a DARPA, os testes de voo do sistema devem ser finalizados em até quatro anos.

Força Aérea dos Estados Unidos testa com sucesso novo míssil hipersônico 

Foto: Reprodução/DVIDS

A Força Aérea dos Estados Unidos fez um teste bem-sucedido de seu problemático míssil hipersônico. No dia 14 de maio, um mês depois de anunciar que o programa havia sofrido atrasos por causa de “anomalias recentes nos testes de voo”, a arma foi liberada com sucesso em um bombardeiro B-52H, na costa do Sul da Califórnia, e atingiu velocidades hipersônicas. 

No entanto, a Força Aérea americana não divulgou detalhes do teste desses novos mísseis, como a duração do voo ou sua altitude.

“Esta foi uma grande conquista da equipe ARRW, para a empresa de armas e nossa Força Aérea”, afirmou Brig. Gen. Heath Collins, oficial executivo do programa de armas da Força Aérea.

O ARRW é uma arma utilizada em foguete de reforço para acelerar o míssil a velocidades superiores a Mach 5, cinco vezes a velocidade do som. Com isso, um veículo de deslizamento hipersônico se separa do booster e desliza em alta velocidade em direção ao alvo.

Problemas com os testes do AGM-183ARRW 

Foto: Reprodução

A Força Aérea enfrentou problemas com os testes dos mísseis AGM-183 ARRW no passado. O programa sofreu três falhas nos testes de voo antes do sucesso no dia 14 de maio.

No mês de abril, a Força Aérea disse que as anomalias dos testes de voo atrasaram o cronograma para a conclusão da arma. O primeiro teste completo do míssil e do foguete de reforço foi adiado para o próximo ano fiscal, que começa em outubro nos EUA.

Um dia antes deste último teste, o secretário da Força Aérea, Frank Kendall, falou sobre os problemas que o programa ARRW encontrou.

“O programa não teve sucesso em pesquisa e desenvolvimento até agora”, afirmou Kendall ao Subcomitê de Apropriações da Câmara de Defesa. “Queremos ver a prova do sucesso antes de tomar a decisão sobre o compromisso com a produção, então vamos esperar para ver.”

O Pentágono focou mais no desenvolvimento de armas hipersônicas após os legisladores temerem que os EUA estão ficando para trás, em relação aos programas chinês e russo.

No ano passado, a China testou com sucesso uma arma hipersônica que orbitava o globo antes de atingir o alvo. Já a Rússia se tornou a primeira nação a usar armas hipersônicas na guerra, ao lançar mísseis Iskander e Kinzhal na Ucrânia.

Apesar do crescimento do foco no desenvolvimento de armas hipersônicas, o secretário da Força Aérea pediu cautela.

“O que queremos ver é qual é a combinação de armas mais econômica”, afirmou Kendall aos legisladores. “Certamente há um papel para os hipersônicos nisso, e precisamos investir nisso e adquiri-los em algumas quantidades, mas ainda há uma questão em aberto em minha mente sobre qual é a combinação mais econômica.”

Fonte: Exame, CNN

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