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Extinção em massa mais misteriosa do nosso planeta pode ter sido causada pela diminuição de ozônio

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Nosso planeta já passou por cinco extinções em massa em sua história. E parece que estamos caminhando para a sexta. Todas essas extinções destruíram a maior parte da vida no mundo todo. E a maioria delas coincidiu com outras catástrofes como por exemplo, asteroides, atividades geológicas e erupções vulcânicas.

Entre essas cinco extinções a mais misteriosa é a extinção do Devoniano Tardio, que aconteceu a 360 milhões de anos atrás. Não é visto nenhum grande impacto de asteroide na época e também não existe registro de mercúrio para sugerir uma grande atividade vulcânica.

O sabido é que na época o planeta estava esquentando depois de sair de um período glacial. Esse fato não é o suficiente para ter causado uma extinção em massa. Mas os cientistas fizeram uma descoberta que é bem preocupante. De acordo com o sugerido pelo registro fóssil, aconteceu um aumento dramático na radiação ultravioleta que foi  causada por uma diminuição temporária de ozônio conforme o mundo foi se aquecendo.

Essa conclusão é bastante preocupante porque dá a entender que o ozônio diminui naturalmente quando a Terra está em aquecimento. E o nosso planeta está esquentando em um ritmo muito grande.

Extinção

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A extinção do Devoniado Tardio aconteceu entre 500 mil e 25 milhões de anos atrás e matou 80% de todas as espécies de animais vivas na época. E também devastou várias plantas.

“Em relação ao pólen e esporos, a extinção terrestre é claramente expressa como a completa perda de diversidade através da fronteira Devoniana-Carbonífera (DC), com a extinção de pelo menos quatro grandes grupos de esporos que dominaram a assembléia de esporos”, escreveram os pesquisadores no artigo.

Uma  possível explicação para isso foi vista em um estudo de 2018 que descobriu  que os esporos fossilizados de plantas da extinção Permiano-Triássico, há 252 milhões de anos, tinham sofrido danos extremos pela radiação UV. E foi essa má formação que impediu as plantas de se reproduzirem. O que teve como resultado a morte em massa da vegetação.

O culpado disso foi o esgotamento do ozônio por causa da atividade vulcânica que acelera esse esgotamento. Mas na extinção do Devoniano Tardio essa explicação não seria possível por conta da falta de atividade vulcânica conhecida. Mas é possível que outro fator tenha causado a diminuição do ozônio.

Com essa possibilidade em mente os pesquisadores foram estudar novamente os esporos  de plantas fossilizados. Eles pegaram amostras de rochas na Groenlândia, que ficava mais perto do equador naquele período, e estudaram os esporos de plantas fossilizadas. A descoberta foi que muitos deles tinham sinais de danos que foram causados pela radiação ultravioleta.

Observações

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Por exemplo, os esporos espinhosos de uma planta, chamada Grandispora cornuta, pareciam espinhos mal formados e tinham formas irregulares. Os de uma planta chamada Verrucosisporites nítidas começaram a aparecer com núcleos desigualmente espaçados e também com formas irregulares. Além do que, vários esporos tinham uma cor mais escura. Que provavelmente era uma pigmentação para se protegerem da radiação ultravioleta.

A conclusão dos cientistas foi que a camada de ozônio realmente tinha diminuído. E por  isso a radiação UV aumentou e destruiu uma quantidade grande de espécies e vegetais. E como as plantas estão na base da cadeia alimentar, o efeito cascata que aconteceu acabou destruindo os herbívoros e depois os carnívoros.

E o esgotamento do ozônio aconteceu pelo aquecimento do planeta em si. De acordo com a explicação dos cientistas, conforme as temperaturas iam subindo, os fluorocarbonetos iam sendo produzidos naturalmente, como o cloreto de metila, e subiam para a atmosfera. Quando eles chegavam lá, agiam como um catalisador para quebrar a camada de ozônio.

“As estimativas atuais sugerem que alcançaremos temperaturas globais semelhantes às de 360 ​​milhões de anos atrás, com a possibilidade de que um colapso semelhante da camada de ozônio possa ocorrer novamente, expondo a superfície e a vida marinha rasa a radiação mortal. Isso nos levaria do atual estado das mudanças climáticas para uma emergência climática” explicou o cientista da Terra John Marshall, da Universidade de Washington.

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