Ciência e Tecnologia

Ciência descobre o que causou a maior extinção em massa da Terra

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Muito se fala a respeito do desaparecimento dos dinossauros. Esse com certeza ganha mais atenção do que as demais extinções que já aconteceram no mundo, inclusive as em massa. No entanto, o que poucos sabem é que existe um evento ainda mais desastroso chamado de “A Grande Morte” ou a “Extinção Extremo-Permiano”. Esse fato aconteceu na Terra antes mesmo dos enormes dinossauros passarem por aqui. Cientistas descobriram recentemente como esse cataclisma aconteceu há 250 milhões de anos. O evento conseguiu matar mais de 90% da vida no planeta Terra.

A causa do evento foi uma erupção vulcânica maciça onde hoje é a Sibéria contemporânea, na Rússia. O lugar é conhecido como “basaltos de inundação da Sibéria”. Estima-se que essas erupções duraram cerca de um milhão de anos. Michael Broadley, pesquisador de pós-doutorado no Centro de Pesquisa Petrográfica e Geoquímica em Vandoeuvre-lès-Nancy, na França, foi o principal autor do estudo. Ele fez uma declaração sobre o que tornou este um desastre único.

“A escala dessa extinção foi tão cruel que os cientistas muitas vezes se perguntaram o que tornou os Basaltos da Enchente Siberiana muito mais mortíferos do que as outras erupções similares”. A extinção não afetou apenas os animais maiores, dizimando cerca de 70% do total. Ela ainda matou 96% da vida marinha do mundo e incontáveis insetos. A perda de biodiversidade foi tanta que o planeta precisou de mais de 10 milhões de anos para que o ecossistema se recuperasse.

Os geólogos afirmam que a instigante erupção foi tão colossal que destruiu a camada de ozônio da Terra. Isso foi descoberto após a análise da composição da litosfera (parte dura do planeta que inclui a crosta e manto superior). “Concluímos que o grande reservatório de halogênios que foi armazenado na litosfera siberiana foi enviado para a atmosfera terrestre durante a explosão vulcânica, efetivamente destruindo a camada de ozônio na época e contribuindo para a extinção em massa”, explicou Broadley.

Broadley foi quem realizou a pesquisa sobre esse evento que também é conhecido como “extinção Permiano-Triássico”. Ele obteve a ajuda de Lawrence (Larry) Taylor, co-autor do estudo e ex-diretor do Instituto de Geociências Planetárias da Universidade do Tennessee, em Knoxville. Taylor tinha uma carreira de cientista de 46 anos e faleceu aos 79 anos, em setembro de 2017.

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