
Desde 1970, a comunidade LGBTQIA+ tem junho como o mês do orgulho. Esse é um momento para celebrar o que significa ser lésbica, gay, bissexual, transgênero, queer e todas as nuances da sigla, ao mesmo tempo que se coloca uma luz na exigência por igualdade e libertação.
Geralmente, durante o mês, existem Paradas do Orgulho espalhadas por todo país. Todas fazem alusão ao aniversário da Revolta de Stonewall, no dia 28 de junho, momento decisivo na história LGBTQIA+. Nessa data em específico, um grupo de homossexuais resolveu se revoltar e enfrentar a violência policial que sofriam no local.
Com a chegada dos policiais no bar, os frequentadores decidiram se juntar para impedir a passagem deles. A situação ficou intensa e até virou um combate corporal entre as autoridades e os clientes do Stoneall Inn. Esse confronto seguiu até a madrugada, quando os policiais prenderam mais de 10 pessoas.
Esse foi o pontapé inicial para outros protestos durante as próximas noites. No terceiro dia após o ocorrido, mais de mil pessoas foram às ruas. Depois de um ano do ocorrido, surgiu o mês do orgulho LGBTQIA+.
Mostramos aqui alguns fatos a respeito da história do mês do orgulho.

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Nos EUA, existe uma história de ativismo LGBTQIA+ que veio antes de Stonewall. Em 1924, o imigrante alemão Henry Gerber fundou a Sociedade de Direitos Humanos em Chicago. Esse foi o primeiro grupo a fazer campanha pelos direitos dos homossexuais nos EUA.
Em 1955, um grupo de mulheres fundou as Filhas de Bilitis, em São Francisco. Esse foi o primeiro grupo de direitos lésbicos nos EUA. Já na década de 1960, a Mattachine Society fazia lembretes anuais todo quatro de julho, no Independence Hall da Filadélfia, defendendo a igualdade entre lésbicas e gays.

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Embora Stonewall marque o mês do orgulho, ele não foi a primeira revolta. Em maio de 1959, um grupo de pessoas LGBTQIA+ se cansou de ser maltratado pela polícia e reagiu na “Cooper Do-Nuts”, em Los Angeles.
Segundo a revista Out, o grupo era liderado por várias mulheres trans. Eles “atiraram nos oficiais com rosquinhas, café e pratos de papel até que eles foram forçados a recuar e voltar com números maiores”.
É acreditado que essa tenha sido a primeira revolta LGBTQIA+ registrada na história dos EUA.

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As primeiras Paradas do Orgulho LGBTQIA+ aconteceram em 1970 em homenagem ao primeiro aniversário de Stonewall. Mas o que muitas pessoas podem não saber é que a primeira delas aconteceu em Chicago, nos EUA.
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Brenda Howard é uma mulher bissexual nascida no Bronx e é considerada a mãe do orgulho. Foi ela quem organizou a “Christopher Street Liberation Day March”, a segunda Parada. Além disso, Brenda é considerada uma das principais vozes dos direitos e igualdade bissexual do século XX.
O ativismo feito por ela durou décadas e foi a razão por ela ter sido detida várias vezes por desobediência civil. Dentre elas, nas manifestações pela saúde das mulheres e pelos direitos das pessoas que vivem com HIV e AIDS na década de 1980. O nome de Brenda fica para sempre na história mesmo ela tendo falecido em 2003.

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Os primeiros grupos de direitos dos homossexuais, como por exemplo, o Mattachine Society, se concentravam na respeitabilidade e na convenção. Isso era visto pelo seu código de vestimenta que era colocado em seu lembrete. Ele dizia que mulheres deveriam usar vestido e homens, paletó e gravata.
No entanto, as primeiras Paradas do Orgulho LGBTQIA+ eram dominadas pelos liberacionistas que acharam os limites da heteronormatividade sufocantes e antitéticos para a causa.
Esse debate sobre o que o mês do orgulho deveria ser continuou pelas décadas seguintes e teve seu auge nas décadas de 1980 e 1990. Foi nessa época que as Paradas LGBTQIA+ começaram a ser menos radicais e começaram a ser mais comemorativas.
Mesmo assim, dentro da comunidade LGBTQIA+, o debate a respeito do que a Parada deveria ser ainda continua.

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Atualmente, a bandeira de arco-íris é um símbolo onipresente na comunidade LGBTQIA+. Ela apareceu pela primeira vez na década de 1970 quando Harvey Milk, o supervisor da cidade de São Francisco abertamente gay, encarregou o artista/ativista Gilbert Baker de criar um símbolo para a comunidade gay usar. Isso foi feito para substituir o triângulo rosa que a Alemanha nazista forçou os gays a usarem nos campos de concentração. Em 1978, Baker criou a bandeira do orgulho gay.
A bandeira do orgulho trans também veio de um desafio. O criador da bandeira do orgulho bissexual, Mike Page, desafiou Monica Helms a criar uma bandeira para a comunidade trans.
“Um dia, acordei com a ideia das cores. A cor tradicional, azul claro, para meninos, rosa para meninas e uma única faixa branca para quem está em transição, gênero neutro ou intersexo”, disse ela.
Essa bandeira foi hasteada pela primeira vez na Phoenix Pride, em 2000.

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Por mais que o mês do orgulho LGBTQIA+ seja tradicionalmente celebrado em junho, não são todas as Pardas que acontecem nesse mês, o que mostra que é possível celebrar o orgulho a qualquer momento do ano.
Fonte: Mental floss
Imagens: Mental floss, YouTube, Time graphics, WTTW, iStock





