Curiosidades

Fóssil revela semelhanças entre homem pré-histórico e atual

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Todo mundo sabe que os humanos modernos são uma mistura de diversos outros hominídeos, que viveram antes de nós: os nossos ancestrais. Segundo a história, os primeiros humanos modernos começaram a emergir na África e se espalharam por toda a Eurásia. Lá, eles se depararam com vários hominídeos mais antigos, tais como os neandertais e os denisovanos.

Mesmo que isso seja um fato conhecido, algumas partes dessa história ainda são um mistérios para os estudiosos e novas partes vão se revelando com o tempo. Por exemplo, em 2005 foi descoberto um fóssil de um hominídeo que viveu na África aproximadamente há 1,8 milhão de anos. Essa descoberta poderia ter sido somente mais uma. No entanto, um detalhe chamou a atenção dos arqueólogos: a clavícula.

Quando eles fizeram a análise dos restos encontrados, eles notaram que possivelmente a largura de ombro a ombro desse ancestral humano era bastante parecida com a dos humanos modernos. Por conta disso os estudos mostraram que as diferenças principais seriam somente o peso e a altura.

Humanos pré-históricos e modernos

Recreio

Através dessa descoberta, os pesquisadores podem ter uma ideia de como o homem pré-histórico se comportava em determinadas atividades, como por exemplo, sua destreza manual, como conseguia arremessar objetos e escalava. Todas essas ações dependem a força que uma pessoa tem, mas também do tamanho de ombro a ombro.

Além disso, os pesquisadores fizeram a comparação da clavícula desse homem pré-histórico com as dos humanos modernos, gorilas, babuínos, chimpanzés e até neandertais e Homo erectus.

Como resultado, eles viram que a largura média da clavícula dos homens antigos e modernos é bem parecida. No entanto, os pesquisadores não conseguiram dizer com certeza de qual classe de hominídeo esses restos mortais encontrados eram.

Outro ponto mostrado pelo estudo é que as forças evolutivas que agem são hoje em dia as mesmas vistas 1,8 milhão de anos atrás. “As forças evolutivas e biomecânicas agindo nos braços e ombros dos hominídeos de 1,8 milhão de anos não são totalmente diferentes daquelas que encontramos nos homens modernos”, escreveram os pesquisadores.

“Essa descoberta indica que houve poucas mudanças morfológicas na clavícula humana nos últimos 2 milhões de anos. Isso também sugere que a largura do ombro (e não necessariamente o tamanho do corpo) pode ter sido similar nos homens há cerca de 1,8 milhão de anos”, continuaram.

Cruzamento

RFI

Antes mesmo desse encontro com os humanos que migraram para Eurásia, os neandertais já tinham DNA humano. De acordo com um estudo recente, uma linhagem antiga de humanos modernos teria migrado para o continente 250 mil anos atrás. E mesmo depois que eles pararam de existir, traços genéticos foram deixados na população predominantemente neandertal.

“Esse grupo de indivíduos deixou a África entre 250 mil e 270 mil anos atrás. Eles eram uma espécie de primos de todos os humanos vivos hoje, e eram muito mais parecidos conosco do que os neandertais”, disse Alexander Platt, cientista sênior de pesquisa da Escola de Medicina Perelman, da Universidade da Pensilvânia, no Estados Unidos.

Essa população faz parte da árvore genealógica humana, mas até o momento não estava no registro fóssil e genômico. “Como não temos sequências de DNA de fósseis de seres humanos modernos de muito tempo atrás, a identificação dessas sequências lançará luz sobre a evolução dos seres humanos modernos muito antigos na África”, afirmou Daniel Harris, pesquisador de pós-doutorado na universidade.

Segundo o estudo, esses cruzamentos que foram feitos pela migração 250 mil anos atrás teriam feito com que os neandertais herdassem pelo menos 6% do genoma dos humanos modernos.

O acreditado é que a maioria dos cruzamentos entre os humanos e os neandertais tenha acontecido na Eurásia ao invés da África. Contudo, o estudo ressaltou que várias populações subsaarianas têm semelhanças em seu DNA com o código genético de neandertais.

Mesmo assim, eles não conseguiram determinar a origem dele. Não ficou claro se ele teria surgido do encontro dos humanos que migraram para a África e tiveram um encontro com os neandertais na Eurásia, ou se ele veio de um encontro anterior tido por esses dois grupos.

Na tentativa de uma melhor compreensão, o estudo foi atrás de evidências da ancestralidade neandertal em um conjunto de genomas de 12 populações diferentes. Com isso, os pesquisadores compararam o genoma dos neandertais com os de populações indígenas modernas da África Subsaariana.

Essa comparação foi feita entre o DNA de um neandertal, vivo há aproximadamente 120 mil anos, com 180 pessoas de Camarões, Botsuana, Tanzânia e Etiópia. Como resultado, os pesquisadores viram que todas as populações tinham DNA parecido com o dos neandertais. Outra conclusão foi de que a origem dele, na maior parte dos casos, foi de uma linhagem que migrou há 250 mil anos.

Além disso, o estudo também mostrou que a maior parte do DNA humano moderno se concentrava em regiões não codificantes do genoma neandertal. Isso dá a entender que a presença desses genes iria ser prejudicial para a adaptação.

“Um alelo de neandertal pode funcionar muito bem em neandertais, mas se você o colocar em um genoma humano moderno, ele causará problemas. Tanto os humanos modernos quanto os neandertais se livram lentamente dos alelos do outro grupo”, concluiu Platt.

Fonte: Mega curioso,  Galileu

Imagens: Recreio, RFI

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