“Fóssil vivo” tem sangue azul e sobreviveu a 5 extinções em massa

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesjaneiro 16, 2025

Em 1859, Charles Darwin criou o termo “fóssil vivo” para descrever organismos vivos que pareciam inalterados desde os seus parentes, os fósseis extintos. Desde essa época, o termo é usado para descrever linhagens duradouras, populações antigas, grupos com baixa diversidade e grupos com DNA que quase não se alterou, em milhões de anos. Como no caso desse fóssil vivo que sobreviveu a 5 extinções em massa.

Olhando de primeira, ele parece ser um simples caranguejo marinho, contudo, a espécie é extremamente importante para a ciência e para a medicina, além de ter se mostrado incrível ao sobreviver centenas de milhões de anos e passar por cinco extinções em massa.

O animal, em questão, é o caranguejo-ferradura que é famoso por seu sangue azul e por sua resistência. É o seu sangue azul que faz com que essa espécie se destaque e seja tão importante para os humanos. A cor do sangue se dá pela presença de hemocianina, uma proteína baseada em cobre que tem uma função parecida com a da hemoglobina, nos mamíferos. Ou seja, ela leva oxigênio pelo corpo do caranguejo-ferradura, fazendo com que ele possa prosperar na água.

Fóssil vivo que sobreviveu a 5 extinções em massa

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Outro ponto que destaca o sangue desse fóssil vivo que sobreviveu a 5 extinções em massa, são suas propriedades antibacterianas. Tanto que a comunidade médica é bem atenta à elas e, hoje em dia, o sangue dessa espécie já é uma ferramenta indispensável na garantia da segurança de produtos médicos.

O fato desse ser vivo ter sobrevivido a 5 extinções em massa é uma coisa impressionante, especialmente a extinção do Permiano-Triássico que é conhecida, também, como “Grande Morte” por ter matado, aproximadamente, 96% de todas as espécies marinhas da época.

O que garantiu que o caranguejo-ferradura conseguisse sobreviver a esses eventos foi a sua biologia robusta e sua adaptabilidade. Contudo, a existência dele pode estar ameaçada porque, como o sangue dessa espécie é importante para a medicina, a população do animal tem diminuído.

Por mais que a maior parte dos animais sejam devolvidos para os oceanos, eles estão mais fracos e podem morrer com facilidade. Além disso, também tem a sobrepesca e destruição dos habitats naturais. Tudo isso faz com que esse sobrevivente de 5 extinções esteja em risco.

Fonte: Canaltech 

Imagens: Canaltech 

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