
Pesquisadores brasileiros e internacionais revisaram dados sobre peixes recifais em ilhas oceânicas do Atlântico e encontraram uma surpresa: há espécies que só existem nas ilhas, sem qualquer registro no litoral continental. Ilhas como Fernando de Noronha foram identificadas como redutos de biodiversidade marinha excepcional, com alto grau de endemismo.
Endêmico quer dizer que uma espécie vive apenas naquele local. No estudo recente, foi usado ainda o conceito de endemismo insular-provincial: espécies que podem aparecer em mais de uma ilha oceânica, mas nunca no continente. Ou seja, se um peixe vive em Fernando de Noronha e no Atol das Rocas, mas não vive em águas costeiras, ele pode ser considerado endêmico segundo esse critério.
O levantamento envolveu mais de 7 mil espécies de peixes recifais e analisou cerca de 87 ilhas e arquipélagos pelo mundo. Dos resultados:
Alguns fatores aliados tornaram essas ilhas laboratórios naturais da evolução:
Mesmo sendo ilhas oceânicas, essas áreas não estão livres de ameaças. Entre os desafios estão:
Essas descobertas têm impacto direto no modo de proteger os ecossistemas marinhos. Se não levarmos em conta o endemismo insular-provincial, podemos subestimar a ideia de quais áreas são prioritárias para conservação. Ilhas como Fernando de Noronha ganham peso maior nessas discussões.
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