Japão ganhou na loteria: ilha do país tem mais de 200 milhões de toneladas de metais raros

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio anunciou a descoberta de depósitos de metais raros nas proximidades de Minamitorishima.

Essa é uma ilha remota que, nos próximos dois anos, promete se tornar uma fonte diária de 2.500 toneladas de níquel e cobalto, ambos essenciais para a produção de baterias de íons de lítio.

Especificamente, os pesquisadores, em colaboração com a Fundação Nippon, afirmam que no fundo oceânico da ilha, a cerca de 5.000 metros de profundidade, existe uma área de aproximadamente 100 quilômetros quadrados contendo 234 toneladas métricas de metais raros.

Esta descoberta tem o potencial de revolucionar a indústria tecnológica do Japão e, consequentemente, sua economia.

A equipe responsável pela descoberta garante que a área explorada possui nódulos de manganês ricos em metais raros, com níquel suficiente para abastecer o consumo do Japão por 75 anos e uma quantidade de cobalto que pode suprir as necessidades do país por cerca de 11 anos.

Eles destacam a urgência de extração desses recursos para disponibilizá-los à indústria, enfatizando a importância de desenvolver uma nova indústria oceânica que possibilite inovações.

Embora a descoberta seja de 2016, levou um tempo significativo para que os pesquisadores pudessem calcular a dimensão dos recursos submarinos.

Agora, eles planejam iniciar um projeto experimental de extração, com o objetivo de concluir a extração desses materiais raros até o final de março de 2026.

Via Wikimedia

Para que serve metais raros?

Os metais raros, especificamente níquel e cobalto, são úteis para várias aplicações, especialmente industriais e tecnológicas:

Níquel

Para começar, o níquel é usado para fabricar aço inoxidável, que é resistente à corrosão e utilizado em utensílios de cozinha, equipamentos industriais e construção.

Além disso, serve para ligas de alta resistência que suportam altas temperaturas e condições adversas, como turbinas de avião e motores de foguete.

Componentes críticos em baterias recarregáveis de níquel-cádmio e níquel-hidreto metálico. Dessa forma, permitem a construção e uso dessas fontes de energia ainda mais potentes.

O níquel também é usado em várias moedas devido à sua durabilidade e resistência à corrosão. Isso aumenta a produção de dinheiro e diminui os custos, por exemplo.

Ainda serve como revestimento protetor para outros metais, prevenindo a corrosão.

Cobalto

Via PxHere

Enquanto isso, o cobalto também tem seu valor entre os metais raros. Isso porque ele funciona especialmente nas baterias.

Trata-se de um material essencial na fabricação de cátodos de baterias de íons de lítio, utilizadas em dispositivos eletrônicos portáteis, veículos elétricos e armazenamento de energia.

Ainda, ajuda em superligas que mantêm sua força em altas temperaturas, aplicadas em motores de aviões e turbinas de gás.

Mas ele também possui funções menos industriais. Por exemplo, é empregado na produção de pigmentos azuis para tintas, cerâmicas e vidros. Há muitos anos, sua presença se valorizou nesse mercado, o tornando ainda mais desejado.

O cobalto também consegue integrar ferramentas de corte de alta velocidade e brocas devido à sua dureza e resistência ao desgaste. Para utilizar em construções e processos mais delicados, sua lâmina é ideal.

Por fim, também ajuda em dispositivos médicos e próteses, e em tratamentos de radioterapia para combater o câncer. Poucos sabem que esse é um dos metais raros mais efetivos na área da ciência.

Ou seja, essa descoberta pode otimizar várias atividades no Japão, além de reduzir custos na indústria. Essa mina do tesouro facilitará uma série de processos no país e a exploração e mineração acontecerá o mais rápido possível.

Enquanto isso, pesquisadores investigam mais do local e garantem se não existem outros materiais disponíveis.

 

Fonte: IGN

Imagens: Wikimedia, PxHere

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