Jurassic Park mentiu: veja como era o verdadeiro Dilofossauro

O Dilofossauro se tornou um dos dinossauros mais lembrados do cinema ao aparecer em Jurassic Park (1993). No filme, ele é pequeno, ágil, cospe veneno e possui uma impressionante gola retrátil, mas a ciência mostra que quase tudo isso é ficção.

Um predador muito maior do que imaginávamos

Recentemente, o “Journal of Paleontology” (Jornal da Paleontologia) revelou que o Dilofossauro era um dos maiores predadores do início do período Jurássico, há cerca de 183 milhões de anos. 

Diferente do filme, no qual o dinossauro tem 2 metros de comprimento, o jornal revela que, na verdade, ele chega a medir 7 metros de comprimento e pesa mais de 400 kg.

O paleontólogo Adam Marsh, que liderou o estudo dos fósseis encontrados no Arizona (EUA) declarou:

… o Dilofossauro era o maior carnívoro conhecido do Jurássico Inferior. Suas mandíbulas eram fortes, com cristas ornamentadas e ossos reforçados para suportar impactos durante a caça.

Além dessa discrepância, não há qualquer evidência de que o dinossauro cuspia veneno. Tampouco existiam estruturas que formassem uma gola expansível ao redor do pescoço.

Essas características, segundo os cientistas, fazem parte da liberdade criativa do diretor Steven Spielberg, baseada em répteis modernos.

Steven Brusatte, da Universidade de Edimburgo, explica:

Na realidade, o Dilofossauro era um caçador de respeito, sem precisar cuspir veneno para impor medo… O cinema acertou ao escolher um dinossauro carismático, mas alterou características para dramatizar a cena.

Contudo, embora o filme tenha distorcido sua imagem, a ciência mostra que o dinossauro já era incrível por si só. O Dilofossauro combinava agilidade com força e dominava o ambiente como o principal predador da sua época.

Enfim, Jurassic Park eternizou esse incrível predador como um “dino” venenoso e teatral, mas vemos que ele é, ainda, mais impressionante. Redescobrir sua verdadeira história é mais que corrigir um erro do cinema, é valorizar o conhecimento científico e o fascínio real pelo passado da Terra.

Seguir
Buscar
Carregando

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...