
A agência espacial norte-americana NASA divulgou um relatório mostrando que o fenômeno climático La Niña contribuiu para que o nível do mar em 2025 não aumentasse tanto quanto o esperado. Essa conclusão veio após análise de dados de satélites que monitoram os oceanos. Além disso, esses satélites observam o clima global.
La Niña é um padrão climático que se caracteriza pelo resfriamento das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Esse efeito altera correntes oceânicas e padrões de vento, o que, por sua vez, pode influenciar o consumo de calor pelos oceanos. Assim, parte da energia que normalmente aqueceria as águas superficiais fica armazenada em níveis mais profundos.

A imagem representa o oceano atlântico ao redor da Flórida, Bahamas e Cuba, tirada da Estação Espacial Internacional em 2024 • Reprodução/NASA
Segundo os cientistas da NASA, essa redistribuição de calor fez com que o aumento do nível do mar em 2025 fosse um pouco menor do que o modelo climático previa sem a presença de La Niña. Porém, essa desaceleração não significa que a tendência de elevação foi revertida. Na verdade, aponta apenas que, naquele ano específico, sua intensidade foi um pouco reduzida por causa do fenômeno.
As análises foram feitas com dados coletados por satélites que medem o nível do mar, a temperatura das águas e outros parâmetros importantes para entender a dinâmica oceânica. Dessa forma, os pesquisadores puderam comparar 2025 com anos anteriores. Assim, eles puderam ver o impacto que La Niña teve no cenário global.
Os satélites mostraram que, apesar da presença de La Niña, o nível dos oceanos continuou a subir em 2025. No entanto, subiu num ritmo mais lento do que nos anos sem influência desse fenômeno.
Especialistas enfatizam que, mesmo com essa limitação temporária da elevação do mar, a tendência geral nos últimos décadas segue clara: os oceanos continuam a subir. Isso acontece principalmente por causa do aquecimento global, que resulta da ação humana e da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Por isso, eventos como La Niña apenas modulam temporariamente essa trajetória, mas não mudam o panorama de longo prazo.
O aumento do nível do mar pode trazer impactos consideráveis a cidades costeiras, ilhas baixas e ecossistemas sensíveis. Além disso, pode elevar o risco de inundações, erosão costeira e salinização de solos e aquíferos.
Os cientistas continuarão monitorando o clima e os oceanos para entender melhor como fenômenos naturais, como La Niña e El Niño, interagem com as mudanças climáticas causadas pelo homem. Assim, é possível prever com mais precisão os efeitos futuros no nível do mar. Também é possível identificar medidas que possam mitigar impactos em populações vulneráveis.
Fonte: CNN





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