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Lua atinge seu apogeu nessa segunda-feira. Entenda o que isso significa

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A beleza do universo e os fenômenos que ele tem são inegáveis. Todos os anos, acontecem milhares de eventos astronômicos, como as fases da lua, chuvas de meteoro, eclipses, ocultações, oposições, conjunções e outros eventos interessantes, e alguns deles podem ser vistos a olho nu.

Um deles acontece nessa segunda-feira, 04/12, às 15h42 no horário de Brasília. Nesse momento, a lua irá alcançar a sua posição mais longe da Terra em sua órbita em volta do nosso planeta. Esse ponto é chamado de apogeu.

Apogeu da lua

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A distância entre a lua e a Terra é variável por conta da órbita do nosso satélite natural não ser um círculo perfeito. Na realidade, ela é um pouco oval, o que faz essa órbita ter um formato chamado elipse. Então, conforme a lua atravessa esse caminho elíptico em volta do nosso planeta a sua distância vai mudando 14% entre 356.500 km no perigeu, que é o ponto mais perto, e 406.700 km no apogeu, o mais longe.

“Esses valores são médios porque, na prática, variam bastante devido às influências gravitacionais do Sol e dos outros planetas do Sistema Solar”, disse Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).

Além disso, o tamanho angular da lua também varia pelo mesmo fator, e seu brilho também muda. No entanto, essas coisas são bem difíceis de serem vistas porque as fases da lua mudam ao mesmo tempo. Nessa segunda-feira, o nosso satélite natural está no começo da fase minguante, que é a última do ciclo atual, e ela começa outro ciclo, ou seja, uma fase nova, no dia 12.

De acordo com o InTheSky.org, o tempo do movimento perigeu-apogeu-perigeu da lua é de 27,55 dias. Esse tempo é um pouco maior do que o período orbital da lua, que é de 27,322 dias.

“Esse período é chamado de mês sideral, e é diferente do mês sinódico, que é o período de 29,5 dias entre duas novas, porque como a Terra também está girando em torno do Sol, a Lua precisa de um pouco mais de uma volta para apresentar o mesmo alinhamento com o Sol, e consequentemente, a mesma fase”, explicou Zurita.

Fases

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A lua nova é o começo do mês nos calendários lunares, como por exemplo, no muçulmano e também nos calendários lunissolares, como o judaico, o hindu e o budista.

O tempo entre as luas novas é chamado de lunação ou ciclo lunar e ele é sutilmente variável, durando em média 29,5 dias. Nesse tempo, ela passa por suas quatro fases principais, nova, crescente, cheia e minguante, durando cada uma delas por cerca de sete dias.

Além delas também existem as chamadas interfases. São elas: quarto crescente e crescente gibosa, que acontecem entre as fases nova e cheia; e minguante gibosa e quarto minguante, vistas entre a cheia e a minguante.

Distância

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lua está a uma distância sedutoramente “perto” do nosso planeta e cosmicamente longe. Contudo, essa distância parece estar aumentando cada vez mais. Isso porque nosso satélite natural está ficando mais distante do nosso planeta. Para se ter uma noção, há cerca de 2,45 bilhões de anos, a distância era de 322 mil quilômetros, e atualmente ela está a 384 mil quilômetros, o que são 60 mil quilômetros mais longe da Terra.

Quem mediu essa quilometragem foi Joshua Davies, professor de ciência da terra e atmosfera da Universidade de Québec, no Canadá, e Margriet Lantink, pesquisadora associada de pós-doutorado do Departamento de Geociências da Universidade de Wisconsin-Madison, dos Estados Unidos.

De acordo com eles, esse afastamento da lua da Terra é gradual e conhecido há muito tempo. Em 1969, durante as missões Apollo da NASA, os pesquisadores disseram que os próprios astronautas perceberam uma coisa estranha nos painéis reflexivos que estavam instalados na superfície da lua. De acordo com Davies e Lantink, a NASA percebeu que a lua estava se afastando do nosso planeta 3,8 centímetros anualmente.

“A distância entre a Terra e a lua está diretamente relacionada à frequência de um dos ciclos de Milankovitch, o ciclo de pressão climática”, escreveram os pesquisadores.

“Os ciclos de Milankovitch registrados em sedimentos de 2,46 bilhões de anos indicam que o ciclo de precessão da Terra teve uma frequência significativamente maior do que a atual, sinalizando duração do dia e distância Terra-Lua mais curtas”, explicaram os pesquisadores.

Ainda de acordo com Davies e Lantink, o preocupante com relação a esse distanciamento é que a lua tem um efeito de frenagem na Terra, ou seja, quanto mais longe o satélite natural estiver, mais longos serão os dias. Além disso, as horas do dia irão aumentar. Contudo, não é preciso temer porque para que isso aconteça pode levar “milhões de anos antes mesmo de começar a fazer a diferença”.

Fonte: Olhar digitalIstoé

Imagens: Olhar digital

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