
Desde 2011 a Rússia vem lutando, após os escombros da missão fracassada Phobos-Grunthobos, para reconstruir sua capacidade de explorar o espaço profundo.

Portanto, a missão Luna-27 (Luna Resurs) é o resultado dessa busca resilitente:
Ele foi redesenhedado para contar com trem de pouso reforçado, maior carga de propelente e instrumentos científicos mais robustos.
A priori, o projeto foi idealizado como um empreendimento colaborativo, em vez de se unirem a Índia, o programa foi reorientado para cooperar com a ESA ( Agência Espacial Europeia). O objetivo seria incorporar tecnologias indispensáveis para a prospecção e o estudo de voláteis lunares, como:
Entretanto, após as invasões russas à Ucrania, a ESA suspendeu essa operação. Os instrumentos então, foram redirecionados para outras missões, como a LUPEX e outras comerciais da NASA.

Modelo do módulo de pouso Luna-Resurs (à direita) próximo ao módulo de pouso Luna-Glob
Em primeiro lugar, em maio deste ano, segundo a NPO Lavovhkin, responsável pelo projeto, testes de queda simulando (em um laboratório adaptado) a gravidade e o solo lunar foram concluídos com sucesso, corroborando a robustez do projeto.
Ademais, no plano de voo atual, a missão Luna-27A teve seu lançamento adiado para 2029, e uma Luna-27 está prevista para o ano seguinte (2030). Esse atraso se deve às sanções da missão anterior, a Luna-26.
Em suma, a Luna-27 representa muito mais que apenas uma missão lunas, é um símbolo de resiliência, perseverança tecnológica e científica, frente a adversidades como a descontinuação dos instrumentos europeus.
Enfim, a missão continua sendo uma promessa estratégica da Rússia na corrida lunar. Aguardamos os próximos capítulos.
Fonte: Space Today






