
Mineradores encontraram uma carcaça de rinoceronte que estava extinto desde a Era do Gelo, e isso significa uma grande descoberta na arqueologia.
Os últimos rinocerontes-lanosos perambulavam pela Terra há aproximadamente 14 mil anos atrás, sendo caçados pelos primeiros humanos que se alimentavam de sua carne e os representavam em pinturas rupestres.
Passou tanto tempo desde o auge desses animais que ainda possuímos poucas informações sobre eles, no entanto, recentemente um grupo de mineradores de ouro descobriu o que parece ser um espécime com grande preservação.

Via Wikimedia
A Era do Gelo, também conhecida como Era Glacial, foi um período geológico caracterizado por longas glaciações, onde grandes partes da Terra estavam cobertas por geleiras e mantos de gelo.
Esse período começou aproximadamente há 2,6 milhões de anos e terminou cerca de 11.700 anos atrás.
A causa foi uma combinação de fatores climáticos e geológicos. Mudanças na órbita da Terra e em sua inclinação, conhecidas como ciclos de Milankovitch, influenciaram a quantidade de energia solar que o planeta recebia.
Além disso, a deriva continental e a formação de grandes cadeias de montanhas alteraram padrões de circulação atmosférica e oceânica, contribuindo para o resfriamento global.
Esses fatores levaram a uma queda gradual das temperaturas, resultando na expansão das calotas polares e no avanço das geleiras em direção a latitudes mais baixas.
Enquanto isso, seu fim começou a chegar há cerca de 20.000 anos, durante o último período glacial máximo, quando as geleiras atingiram sua extensão máxima.
A partir daí, o clima começou a esquentar gradualmente, levando ao derretimento das grandes massas de gelo. Esse aquecimento ocorreu também pelas mudanças nos ciclos de Milankovitch, aumento da atividade solar e alterações na composição atmosférica, como o aumento dos níveis de dióxido de carbono.
O fim da Era do Gelo marcou o início do Holoceno, a época geológica em que vivemos atualmente, caracterizada por um clima mais estável e quente, permitindo o desenvolvimento da civilização humana.

Via Globo
Com a presença de uma escavadeira ao fundo, um dos indivíduos fez um gesto de aprovação agachado sobre os restos enquanto era fotografado. O local era anteriormente uma gulag, uma prisão com trabalhos forçados destinada a opositores do regime comunista da antiga União Soviética.
A descoberta da carcaça de rinoceronte ocorreu em Kolyma, no extremo leste da Rússia, uma área ainda em grande parte coberta por permafrost, e que os especialistas acreditam conter muitos “tesouros”.
Imagens exibem chifres ainda visíveis, com o corpo preservado em condições de baixa temperatura e pouco oxigênio. Agora, ele será analisado por especialistas, conforme informado pela agência East2West.
Outros exemplares conservados foram descobertos nessa região, onde mamutes-lanosos, bisões e leões-das-cavernas já foram predominantes na estepe.
Um dos mais célebres é Dima, um filhote de mamute encontrado na área de Magadan em 1977, sendo o único mamute completamente preservado já identificado pela ciência.
Alguns têm a expectativa de que essas revelações possam viabilizar a ressurreição da megafauna daquela época, através da utilização do DNA encontrado em seus restos.
Elementos como a carcaça de rinoceronte e outras espécimes podem conter traços preciosos de genoma, que ajudaria a entender e até mesmo replicar no laboratório.
Esse seria o primeiro passo para entender mais sobre esses animais, que existiram há tantos anos. No entanto, não para por aí.
Estudiosos têm se dedicado à manipulação genética como forma de viabilizar o processo de trazê-los de volta. As principais formas seriam por meio de ovos ou mamíferos hospedeiros, visto que não se sabe ao certo qual alternativa permitiria uma gestação ou criação adequada.
Por outro lado, existem questões éticas que estão em ampla discussão quanto a esse caso.
Cientistas e especialistas afirmam que o ambiente terrestre em 2024 não oferece as condições consideradas ideais para a sobrevivência desses animais. Além disso, apontam que é anti-natural recuperar esses animais por esses meios, com a carcaça do rinoceronte, por exemplo.
Enquanto isso, outros defendem essa possibilidade única de trazer animais do passado, e ao menos tentar replicar ou recuperar a espécie.
Até o momento, essa ainda é uma hipótese apenas em estudo, mas essas descobertas motivam as equipes a continuar avaliando a manipulação genética.
Fonte: Globo






