
Frequentemente surge uma nova trend nas redes sociais. A mais recente delas foi transformar fotos em uma versão de desenho seguindo os traços conhecidos e característicos de algumas animações, como por exemplo, os Simpsons e Studio Ghibli. Participar da modinha do momento pode parecer algo inofensivo, mas o Massachusetts Institute of Technology (MIT) fez um alerta sobre as trends de IA.
Existe uma discussão antiga a respeito do consumo excessivo de energia no treinamento e desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial. Com a popularização das trends de IA esse debate ressurgiu e trouxe novos números para ilustrar o problema.
De acordo com André Miceli, CEO da versão brasileira do MIT Technology Review, as análises a respeito das trends de IA deveriam também ser feitas tendo a ótica da “responsabilidade energética”. Isso porque, como mostram os números do MIT, essas trends tem implicações ambientais sérias.
Segundo o próprio CEO da OpenAI, Sam Altman, aconteceu um “derretimento” do ChatGPT porque com o sucesso das trends de IA milhões de novas pessoas começaram usá-lo e isso acabou sobrecarregando os servidores.

Época negócios
Conforme dados da Similarweb, empresa de pesquisa de mercado, essa foi a primeira vez na história que o ChatGPT teve mais de 150 milhões de contas ativas. Além disso, algumas estimativas apontam que foram criadas 40 milhões de imagens por dia.
Esses números gigantes são ótimos, especialmente para aqueles que defendem um acesso universal às tecnologias. No entanto, o problema é que cada um dos prompts de comando enviados para uma IA consomem energia, no caso, 40 milhões de prompts em somente um dia.
De acordo com os cálculos feitos pelo MIT, no pico das trends de IA, o ChatGPT consumiu algo em torno de 40 Megawatts/hora, o equivalente ao consumo de sete mil residências durante 24 horas, ou então, o consumo de cidades inteiras do Brasil, como no caso de Abaeté (MG) ou Mostardas (RS).
Isso é algo grave porque vários países usam combustíveis fósseis e poluentes, como o carvão, como fontes de energia. Consequentemente, usar a energia em excesso por conta das trends de IA significa mais dióxido de carbono na atmosfera.
Além disso, os data centers também usam muita água para conseguir operar. Conforme o MIT, para cada quilowatt-hora de energia que um data center consome, seriam necessários dois litros de água para resfriar.
Com os dados o MIT não quer que as pessoas parem de usar inteligência artificial, mas sim trazer esses pontos importantes para a discussão.
Fonte: Olhar digital
Imagens: Época negócios






