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Mulher faz alerta ao perder dois filhos por não vaciná-los

POR Bruno Dias EM Curiosidades 02/08/19 às 17h48

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Foram muitos anos de pesquisa e luta para que a população tivesse acesso à vacinação. Ela é uma das maiores aliadas do ser humano para diminuir o índice de doenças. Além disso, a vacina é uma das maneiras mais efetivas de se diminuir a mortalidade infantil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas, nos últimos anos, aos poucos, um movimento antivacina vem crescendo drasticamente. Apesar da maioria dos seus propagadores estar na Europa e nos Estados Unidos, essa ideia vem ganhando corpo também no Brasil.

Além das vacinas serem uma forma de poder proteger o indivíduo de modo individual, também protege a comunidade como um todo. A ideia da vacinação é impedir que o vírus se propague e cause danos em grande escala na sociedade.

Mesmo com os vários estudos ainda existe o movimento de antivacinação, algo que tem colocado várias pessoas em risco. Por algum motivo, se criou a ideia que as vacinas colocam, principalmente, as crianças em risco, ao invés de protegê-las. E é esse movimento que faz com que vários pais optem por não vacinar seus filhos.

Movimento

Apesar do Movimento Antivacina vir crescendo nos últimos tempos, ele começou há algumas décadas atrás. Para ser mais exato, em 1982, com o documentário DPT: Vaccine Roulette. O filme polêmico associava a vacina tríplice bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, a danos cerebrais. Esse longa foi o suficiente para começar um movimento, principalmente entre religiosos e conspiratórios.

Quem encabeçava as discussões eram sempre pessoas ligadas a discursos religiosos e conspiradores. Sujeitos que estavam sempre desconfiados da indústria farmacêutica. Isso foi ganhando corpo até 1998, quando mais um acontecimento ganhou a mídia. O médico Andrew Wakefield publicou um artigo na revista científica The Lancet, no qual analisou 12 crianças com autismo, das quais 8 delas apresentaram os sintomas após tomarem a vacina tríplice viral, que protege de três cepas distintas.

É claro que não vacinar uma criança não é uma decisão acertada, e consequências graves podem sair disso. Nas Filipinas, por exemplo, está acontecendo um surto de sarampo. Já foram mais de 35 mil pessoas infectadas e, desde o começo do ano, quase 500 pessoas morreram.

Uma mãe, chamada Arlyn B. Calos, não vacinou seus filhos porque tinha lido notícias falsas de que a vacina fazia mal à saúde. O que aconteceu foi que, em 2018, ela perdeu seus dois filhos por causa do sarampo. Eles morreram com o intervalo de uma semana.

"Sinto raiva, porque eu não deveria ter dado ouvidos à TV e ao Facebook. Deveria ter protegido meus filhos, assim eles não teriam adquirido sarampo", disse a mãe.

A vacina de sarampo existe e é bastante efetiva e segura. Mas, por causa de controvérsias a respeito de uma nova vacina contra dengue, controvérsias foram espalhadas incorretamente. "Nas notícias e até no Facebook, diziam que muitas crianças morreram. Por isso, eu tinha medo de vaciná-los", explica a mãe.

"Foi muito difícil perder dois filhos, mas estou me recuperando. Quando tiver filhos novamente, não vou hesitar em vaciná-los para que fiquem seguros", conclui.

Importância

Nos últimos anos, doenças que já eram consideradas inofensivas, voltaram a matar centenas de pessoas. Um exemplo é o próprio sarampo, que voltou endemicamente, praticamente, no mundo todo.

O desenvolvimento das vacinas, no século 20, foi um dos grandes avanços da medicina, junto com os antibióticos. Ela é de extrema importância para todos e traz benefícios não só para a criança vacinada, mas para todos que entram em contato com ela.


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Via   BBC  
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Bruno Dias
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