Mulher que fingiu ser homem por 42 anos para sustentar sua filha ganha prêmio

POR A redação    EM Curiosidades      24/08/15 às 19h44

Sisa Abu Daooh é a matriarca do momento no Egito. Ela trabalhou vestida de homem por mais de 40 anos. Abu Daooh, 65, reuniu-se com o presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, e inclusive recebeu um prêmio das mãos dele. Ela disse que não ia parar de viver como um homem.

"Tomei a decisão de morrer com essas roupas e estilo. Eu já me acostumei com isso. Fiz isso por toda a minha vida e eu não posso deixar de fazer isso agora. ", disse a idosa ao The Guardian.

Ela começou a viver assim na década de 1970, quando seu marido morreu. Ela estava grávida de seis meses de seu primeiro filho. Atualmente, pelo menos um em cada sete chefes de família no Egito é uma mulher. Entretanto, há 40 anos, sua família conservadora não considerou apropriado para ela trabalhar.

"Meus irmãos queriam me casar de novo", diz ela. "Todo o tempo eles continuaram trazendo novos noivos para mim."

Ela não tinha a educação para um trabalho de escritório e a maioria das profissões não aceitava mulheres no ambiente de trabalho. Então, para a fúria de sua família, Abu Daooh escolheu outra maneira de encontrar emprego: ela assumiu uma identidade masculina.

Ela raspou a cabeça e usava roupas folgadas. "Quando uma mulher deixa sua feminilidade é difícil", disse ela. "Mas eu faria qualquer coisa pela minha filha. Era a única maneira de ganhar dinheiro. O que mais eu poderia fazer? Eu não posso ler ou escrever, a minha família não me enviou para a escola, de modo que este era o único caminho. "

Vida como homem

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Ela cresceu e começou a gostar de trabalhar como um homem, disse ela. Isso permitiu a ela a tocar seus negócios sem ameaça de assédio sexual e executar funções que anteriormente estavam fora dos limites. "Eu estava feliz", disse ela. "Eu era capaz de trabalhar com homens, e todas as pessoas ao meu redor não me julgavam por isso. Quando os homens olhavam para mim, eles me viam como um homem."

Muitas pessoas perceberam que ela era mulher. "Eu nunca escondi isso", ela lembra. "Eu não estava tentando manter isso em segredo." Aos poucos, sua fama cresceu, na medida em que ela agora afirma que "toda a cidade de Luxor sabe que eu sou uma mulher, desde o mais pequeno garoto até o mais poderoso homem".

Este ano, o governo local em Luxor a considerou a mãe mais devotada da cidade - documentado em um certificado que ela não pode ler - e deu-lhe um quiosque para ajudar a completar sua renda.

Mesmo agora, ela tem uma família para sustentar. O marido de sua filha não pode trabalhar por motivo de doença, de modo que ela ajuda a colocar comida na mesa para os netos.

A redação
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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