Novo “monstro cósmico” é diferente de tudo que astrônomos já viram

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesjaneiro 30, 2025

O universo é tudo o que existe fisicamente: a soma do espaço e do tempo, além das diversas formas de matéria. Como o universo, e tudo que o circunda, sempre despertou curiosidade, os cientistas não param de estudá-lo e isso faz com que conceitos, antes conhecidos, se apresentem de forma diferente, como no caso das rajadas rápidas de rádio, conhecidas pela abreviação FRB. Elas são emissões de ondas de rádio, extremamente rápidas, que acontecem numa fração de segundos e emitem tanta energia quanto o sol. Contudo, recentemente foi observada uma FRB que desafiou tudo o que os astrônomos entendiam a respeito delas. Esse monstro cósmico tem levantado muitas questões.

No caso, a galáxia foi avistada em 2024 e já figura entre as mais massivas detectadas. Para se ter uma noção, o evento foi tão único que pode ser estudado pelo James Webb, para que respostas sejam obtidas.

Para entender melhor, a maior parte das FRBs são relacionadas com uma subclasse das estrelas de nêutrons chamada magnetares. Eles são estrelas de nêutrons com campos magnéticos bem potentes em energia. No entanto, a FRB 20240209A não é assim.

Monstro cósmico

Olhar digital

A primeira vez que essa FRB foi observada, aconteceu no dia nove de fevereiro de 2024, por um grupo de pesquisadores das universidades de Northwestern, nos Estados Unidos, e McGill, no Canadá, através do radiotelescópio Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment. Um outro avistamento aconteceu em julho do ano passado quando os experimentos se repetiram.

Com isso, os astrônomos conseguiram identificar onde esse monstro cósmico estava. No caso, a dois bilhões de anos-luz da Terra, com massa de, aproximadamente, 100 bilhões de vezes a massa do sol.

Segundo o site IFLScience, essa observação trouxe consigo um mistério porque as rajadas rápidas de rádio, contrariam o sabido pelos astrônomos a respeito das FRBs. Primeiro porque elas são as primeiras que vieram de uma galáxia elíptica massiva antiga e, também, porque estão longe do centro de uma galáxia formadora.

Conforme Tarraneh Eftekhari, líder do estudo, o mais comum é que as FRBs venham de magnetares formados por supernovas de colapso de núcleo que surgiram devido ao fim da vida de estrelas mais jovens. No entanto, isso não é o que acontece com o monstro cósmico de FRB 20240209A porque o estudo não achou nenhuma evidência de estrelas jovens nessa galáxias.

Com isso, o sugerido pelo estudo é que não são todas as FRBs que vem de estrelas jovens, talvez exista uma população delas originadas de sistemas espaciais, ainda, mais antigos.

Fonte: Olhar digital 

Imagens: Olhar digital 

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