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O chamado "Núcleo Demoníaco" que acabou matando 2 cientistas após a Segunda Guerra

POR Gustavo Camargo    EM Ciência e Tecnologia      02/05/18 às 14h21

Desde o lançamento de duas bombas atômicas pelos Estados Unidos contra o Japão, o mundo tem ficado em estado de alerta para um confronto nuclear. E nesse ramo, erros e contratempos são frequentemente escondidos. E hoje vamos conhecer o 'Núcleo Demoníaco'.

Quando a guerra acabou, e o Japão se rendeu e o terceiro núcleo de plutônio criado pelos Estados Unidos, que cientistas estavam preparando para um outro ataque, não tinha mais necessidade de ser usado como arma. E por isso cientistas nucleares do laboratório foram autorizados a manter a esfera, uma liga de plutônio de gálio que se tornaria conhecida como o núcleo demoníaco.

Em uma explosão nuclear real, o núcleo radioativo de uma bomba é crítico, e uma reação em cadeia nuclear tem início. Os cientistas americanos sabiam exatamente sobre os materiais com os quais estavam trabalhando para conseguirem ativar as reações da bomba. Não satisfeitos, queriam entender melhor o limite do material subcrítico.

Um jeito de faze-la chegar ao seu limite envolvia transformar os nêutrons de volta para dentro e desestabilizá-los ainda mais. O "Grupo de Montagem Crítica" em Los Alamos trabalhava em uma séries de experimentos em que eles envolveram o núcleo com materiais que refletiam nêutrons e monitoravam.

Harry Daghlian

Em 21 de agosto de 1945, o físico Harry Daghlian estava sozinho no laboratório, construindo um tipo de escudo te tijolos de carboneto de tungstênio em torno do núcleo. Os Nêutrons recuaram, e os tijolos colocaram o plutônio perto do limiar da criticidade. Em um momento, Daghlian acabou derrubando um tijolo do topo. No mesmo momento o núcleo reagiu, ficando supercrítico e Daghlian foi mergulhado em uma dose fatal de radiação. Depois de 25 dias ele veio a falecer.

Louis Slotin

Núcleo

Mas sua morte não desanimou seus colegas de trabalho. Meses depois ele tinham desenvolvido uma outra forma de colocá-lo perto de sua borda crítica. Colocando uma cúpula de berílio sobre o núcleo. Um físico canadense chamado Louis Slotin, que teria trabalhado no Projeto Manhattan, fez esse tipo de teste em experimentos anteriores. Ele segurava a cúpula com uma mãe e com a outra usava uma chave de fenda para manter um pequena espaço aberto, apenas limitando o fluxo de nêutrons de volta para a bomba. Em maio de 1946, sua mãe escorregou e a fenda se fechou; O núcleo ficou supercrítico e SLotin, e outros sete cientistas na sala tiveram contato com radiação gama.

Os outros cientistas ali presentes conseguiram sobreviver a radiação, mas Slotin, que estava mais próximo do núcleo, morreu nove dias depois. Após um período de esfriamento, o núcleo demoníaco foi transformado em uma arma diferente, eventualmente destruída em um teste nuclear.

E aí, o que acharam da matéria? Você conhecia esses dois cientistas? Comenta aí e nãos e esqueça de compartilhar com os amigos, lembrando que seu feedback é sempre muito importante.

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Via   Atlasobscura  
Gustavo Camargo
A verdade é que eu queria ser astronauta, mas na minha cidade ainda não tem a escolinha. Instagram: gustavoloopi
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